26/08/2015

Julga Mentols

O que passou passou, foi outro tempo, os autores que talvez é que não deveriam emitir opinião! Talvez sejam grandes os escritores que descrevem sem dar opinião, estes por fim formam a vanguarda no prazer de ler, senhores e senhoras que sabem pôr se a saber à semântica de uma boa leitura, o ego fora de questão, talvez sem ego seja também vazio o mundo lúdico do escritor, e a graça rasa seja escassa, sei lá, vai saber...

O fato é que saber quem eu sou hoje: é perceber que não sou mais quem eu era! ... E essa mudança obvia e até redundante; na verdade fotografa de forma panorâmica meu ciclo, essa nova "nova fase", na lua nova da minha vida ensolarada, me movo numa rotação complexa, onde o eixo talvez a capacidade de contemplar e não precisar ser contemplado, elevando minhas marés e trazendo uma experiência racional com som de mar. De alguma forma o presente é sempre superior ao passado em tudo que vivi, talvez não seja superior como se o passado fosse menor em escala, é certamente e claramente independente do que passou, e tratar isso pros novos julgamentos e decisões em medidas, méritos e exclusões é muito difícil, talvez eu precise finalmente aprender a escrever o que eu não penso e sim somente o que eu queira registrar na asa da palavra...  

Diz a lenda do Kung Fu que quando o Mestre Tarugo preparava o Panda gordo e fofo pra ser o maior dos guerreiros, a primeira coisa que ensinou foi:

- "O passado já passou! O futuro a gente não sabe, é o que virá e o presente o próprio nome já diz, é uma dádiva, é 1 presente"!

... Raul Seixas diz de outra forma.
- "O hoje é apenas um furo no futuro por onde o passado começa a jorrar"

Débora que o diga: - Isso é muito cármico, a visão oriental do Mestre de Kung Fu versus a visão Ocidental que o Raul fala... Por fim temos alternativas em ambas sentenças dos karmas para mudarmos nosso futuro, feito um mantra que eternamente se repete sem nunca ser igual.


Assim vou voltando...

Vrummmmm