23/05/2014

Dedos soltos

Dedos soltos

imprudentes cachos endoidados
me cegam macios
caindo no tato desse pescoço
onde me caibo

nesse todo louco 
que por fim 
desfaço de mim 
nos seus laços despenteados

André Luz


22/05/2014

Percebi o mundo virado
Pus de ponta os pés
Olhei de lado pra reta
Não tive você

Depois que te perdi
Pareceu lá contigo eu partido
Indo embora sumindo
Como se tu fizesses um rompimento
Parte do meu umbigo

Depois que te perdi
Percebi meus pedaços
Eram bons cacos
Mas não encaixavam
Nem em nó, nem em laço

Depois que te perdi
Continuei vendo a vida lírica
Acalmando as manhãs sofridas
E vendo esperança na alma

Depois que te perdi
Os restos que levou
Me limpou de cismas e rimas
Fui fazer a canção sem refrão

Depois que te perdi
Sorri contundente em mente
Voltei ao estado natural da leve solidão
E pude notar que me perdeu

Não foi a mim que deixou
Foi o monte de nossas coisas
Dessas de amor bobas
Que sua risada solta dava

Hoje ao te ver gargalhar
Versos o meu sorriso discreto
Mostro me que seu mundo
Era apenas o lugar onde eu não presto

E lá onde habita
Ficaram meu restos
Feitos roupas rasgadas
Feito um cheiro de meu vento

Agora é Tempo...

André Luz


14/05/2014

E lá vou


Fim de semana firme no propósito do entretenimento aliado ao laser e assim conquistando energia para mais essa semana comercial, enfim, falarei de meu "weekend" e assim nos deslocamos ao passado, precisamente ao ultimo sábado: Manhã pouco agradável, pois dormi tarde na sexta e 09h00minam eu já estava de pé... Arrumamos todas as malas e bolsas, afinal é uma pra mim, outra pra ela e mais uma pra Maria e muito andamos de carro pelas vias expressas, meu futuro compadre e uma amiga com seu neném sono também pegaram carona pra Lumiar, a função básica de nossa ida era cantar, tocar até as tantas e levantar um dindin pra sair do prejuízo, tudo deu certo, com exceção do domingo matinal, quando acordamos e constatamos que a go-tei-ri-nha na cozinha era o fim da água na casa, lá estávamos nós chegando a essa triste realidade veraneia vendo um banheiro até bonito repleto de detritos impublicáveis e sem água pra limpa-los e pra piorar, mais de oito pessoas acordando e poucos minutos, todas embriagadas ou com ressaca, um casal no canto da sala nu roncava... E assim obviamente saímos da casa as pressas pra voltar pro nosso reino que era mais confortável e tinha água encanada quando a bomba era ligada. Mais de 1.000 léguas de volta pra casa. No final deu tudo certo, minha cadela adorou nossa volta, eufórica pisava em bostas como nas nuvens e meu domingo se desenhava entre fazer um cartaz pro chá de fralda musical de minha filha, um cochilo no crepúsculo e um jantar rápido que preparei e ficou uma delícia. Na sequencia veio a triste notícia que meu Fluminense mais uma vez perdia pra algum outro time do campeonato brasileiro... É tudo tão igual e ao mesmo tempo nada tem haver com nada na sequencia da vida, queria ter estudado filosofia pra entender melhor as coisas do comportamento e claro também deveria estudar mais português pra errar menos meu idioma, mas enquanto essas coisas não acontecem vou vivendo mesmo assim que o jeitinho pras coisas sempre arranjo, nem sempre o melhor modo ou tradução, mas... 

André Luz




13/05/2014

Orus

Te incluo em minhas rezas
Recluso em preces verso
Todo meu tom de quem sou som
Me levo

E agora que não virei Deus
e adoro
contrario de qualquer desejo
Malignoro me

E a cada cerimônia
Que um poema cria
Faço me de um pequena oferenda
Compondo me em liturgias

André