27/02/2014

Caxangá


De: Milton Nascimento e Fernando Brant

Sempre no coração
Haja o que houver
A fome de um dia poder morder a carne dessa mulher
Veja bem meu patrão como pode ser bom
Você trabalharia no sol e eu tomando banho de mar

Luto para viver
Vivo para morrer
Enquanto minha morte não vem
Eu vivo de brigar contra o rei

Em volta do fogo todo mundo abrindo o jogo
Com tudo que tem pra contar
Casos e desejos coisas dessa vida e da outra
Mas nada de assustar
Quem não é sincero sai da brincadeira correndo pois pode se queimar
Queimar

Saio do trabalho e
Volto para casa e
Não lembro de canseira maior
Em tudo é o mesmo suor



26/02/2014

Carna!

Tem gente que não curte carnaval, que despreza a alegria momesca e faz pouco caso de qualquer folia que se veja, seja de bloco, de escola de samba, de Pierrot apaixonado, enfim... 

Ha também o folião nato, aquele que nesse momento está escolhendo sua fantasia, imaginando como ficará com aquela maquiagem ou mascara, do frisson que vai causar a si próprio ao se olhar no espelho e se ver dentro de uma outra personalidade...

Há também os tarados por predileção, sem restrição de sentimentalidades, querem é se esbaldar na festa da carne, custe o que custar, e que a carne aguente até tudo acabar...

Eu já "provei tantas frutas" que te deixariam tonta... Mas hoje, há alguns anos, admiro muito todos esses tipos, curto olhar o carnaval bem de perto, como um espectador, um voyeur que não toca em nada, que fica somente observando o nirvana da carne tremula, hoje desafio o mundo sem sair da minha casa...

Meu desejo de carnaval é ser abraçado com carinho por quem eu tanto desejo e que você brinque com responsabilidade e juízo, sem  magoar ninguém e evitando se ferir.

André Luz


Áudio que eu vide-o!





Tulipa Ruiz - Megalomania (Audio)

Sob o chuveiro amar, sabão e beijos, 
ou na banheira amar, de água vestidos, 
amor escorregante, foge, prende-se, 
torna a fugir, água nos olhos, bocas, 
dança, navegação, mergulho, chuva, 
essa espuma nos ventres, a brancura 
triangular do sexo — é água, esperma, 
é amor se esvaindo, ou nos tornamos fonte? 

Carlos Drummond de Andrade, in 'O Amor Natural'



Eu não faço fé nessa minha loucura....



Beijo Partido - Milton Nascimento e Toninho Horta


Não se fala mais nisso, eu sei...

24/02/2014

Comigo não levo cadeado
Nem sonho perdido
Não tem fato impossível
Tudo que sente se expande
Nu pensamento que tange

Não soul de vento,
venho e vou do tempo
doutro levante
Onde lamento e versos
Eram brisas de errantes

André Luz


30 e tantos mil acessos, e agora?

Lendo meu blog eu pude perceber uma caminho muito sério e diríamos até intimo onde falo de mim reclamando de tudo o tempo todo de várias formas, principalmente o amor, a esse sofrer sem fim que me leva ao limite das minhas emoções exageradas, vazadas sem um retorno fora da poetica metrica do coração apaixonado, dilacerado, por causa daquela mulher... 

- Óra, óra André, você não venho aqui com propósitos!

Sem perceber acabei definindo vários propósitos para "Esse Blog", na verdade o meu intuito não é outro além de poder por uma palavra depois da outra, dar sentido moderado e ainda usar imagens para auxiliar na "viagem" de cada um,

não falar muito de mim e ao mesmo tempo ir me contando... 
pois bem... 


Então agora mesmo eu venho é pra dar um grito de alerta 

a mim mesmo 
e acordar pro meu espírito infantil, 
aquele que não põe medo ou sente vergonha, 
que não se cansa nem quando o corpo não responde mais, 
o que jogava a bola de forma feia 
e corria no antigo campo do Jorge Leite no Bairro de Quintino 
e junto com meus colegas gritávamos Goooooooooooooooooooooooool!!!!! 


09/02/2014

Mata a dor

André Monteiro , 
Fez graça ao ler me de forma a poder notar as curvas sinuosas da poesia quando vira nossa, quando vira bossa nova de compasso farto, quando se espalha...



Audio -http://vocaroo.com/i/s0trCe9XL5jQ

Mata a dor 

Mato e faço borboletas das cinzas 
Viro pó na fornalha do seu pensamento 
Mato e espalho átomos pelos espaços 
Criando novos agravos em um novo descompasso 

Mato mesmo é a morte da palavra maldita 
Essa navalha que raspa sua ternura 
E aos poucos mata em mim o quase tudo que é desejo 
Sobrando dúbios poemas imperfeitos 

André Luz


Primeira Pedra


Libertei meus sonhos

Deixei os livres pra sumir
Pra ver se volta ou me vague algum novo
Preu ter de livrar e voltar a fugir



André Luz
Vira vira
Até que é o mal mocado maravilha!
Vira vira!
E trata de perceber, desvira!

André Luz


07/02/2014

Lamento de um pouco

Detesto essa força estranha
Que arrumina a calma
Traz toda cara feia para áurea
E deixa esse vazio de jejum na cria dos desejos todos.

E desse bolo de engodo coberto de receio e medo
Como quente com minha cumbuca na sua arapuca de desassossego
mas vem a mola que me rebola e me vê ali te pedindo amor de esmola
E trás me a Luz em sobras e cores, dessas: tenho de sobra.

André Luz


Parabéns pra quem?



Bob Marley - Crazy Baldhead (Live)