30/08/2013

Vento Volta

Prum cacheiro viajante, o dia de ir pra casa tem um gosto especial, feito um troféu de merecimento, chega o cheiro do amor, o olhar das crias, a raiz do tempo ganha força, o caminho acaba e tudo se principia...
Boa sexta, sétima em sonoras oitavas!
André Luz

29/08/2013

e o amor?

Vontade que dá, esse seu cheiro de sumiço
Passa sem vontade na memoria que não há
Esse amor suplico em direção contrária
Eu ando pela rua
E você calçada.

Enquanto eu te defendo de outros elementos
Olho pro seu vento e não encontro sua soprada
E penso: será mesmo nossa a mesma estrada?

André Luz Gonçalves




28/08/2013

Infla Ama

Check out more "hot" work, here: http://www.mymodernmet.com/profiles/blogs/rob-prideaux-fire

Uma tese (literalmente 'posição', do grego θέσις) é uma proposição intelectual.

Perdeu no interino, arrebentou a corda Lá no meio
sem mais medo abriu a gaiola do rancor Azul
o próprio gigolô das asas, sonso, olhada truncada 
suado e insosso que não existe em cela aberta voou

André Luz Gonçalves



quando não re-existo

no fundo no fundo


Numb - Portishead
Do tamanho da solidão
O som do desamor batendo nas portas trancadas de vontades
Ritmo e euforia, minha ansiedade se abraça a sua agonia
Alívio sem dor BUSC
                           AMOS

procurando vagas num mundo isolado, largo seu mar e o céu
Cheio de paisagens, miro e ajo, propenso, propicio 
Dou adeus pra ninguém, pensamentos vão só, meus...
E o vento nem sempre precede, percebe e me recebe bem

o inacabado finda e o laço se emenda
Pro-fundo Preparo o peito e aceito sua língua
Nada mais infinito que sua boca é, toda vinha
Quando chega noite, essas suas, me revoltam palavras

Eu, dia trago até me amanhecer.

André Luz Gonçalves
A TV ficou muda
A voz surda
lua me chupa
Pra poetar

Penso em cada pelo
Zelo
Elo cego alastrado em meu corpo
Cama Ilha


André Luz Gonçalves
Entre tantas mentiras
Em meio a milhares de acusações
Recebendo sentenças
Descrente de toda confiança
Eis que surjo em verdade

Tratar me como um desgosto
Por meu pessoal exposto
Traduzir meu mel numa suma anti alquimia: fez se o fel

Sou de bons modos
Desapegado a destroços
Forte feito o fogo e solto do passado
E de amor eu entendo o dobro

Ao deixar me sentir o vento e a Deus
Sozinho, sem carinho e cheio de destinos
Coberto num fardo num em pensamentos de menino

Sou de sonhos
Cavalgada de esperança
Minha alma tem um só desejo feito lança
Que fura o meu pensar

André Luz Gonçalves


26/08/2013

Janis Joplin - Paz para meu coração

Penso

Photo: Camila Senna

MAIS

Dias atrás tive a oportunidade de palestrar para um grupo seleto de agentes de viagens dos estados do Nordeste, uma tarefa dura e bastante determinante na minha vida. 

Nessas andanças corro com muita solidão, defendendo um sabor de vitória social, com um produto de primeira linha: usando palavras para representar um volume de trabalho de uma importância imensa, que determina direções de muitas vidas, muito trabalho gerando produtividade coletiva, compensação justa enfim, é preciso concentração, seriedade sem deixar o lado humano, a parte que vibra, a musica que toca em meu coração precisa fluir o tempo todo, deixando um legado que por ser meu, é meu mundo, minha vida.

Obrigado.


25/08/2013

Canção sem nome

Eu vi você atravessar a rua
Molhando a sombra na água
Eu vi você parar a lagoa
Parada
Você atravessou a rua
Na direção oposta
Pisando nas poças
Pisando na lua
E a poesia ali me deu as costas
E pra que palavras
Se eu não sei usá-las
Cadê a palavra que traga você daquela calçada
Você atravessou a rua
Na direção contrária
E a poesia que meu olho molhava ali
Quem sabe não me caiba
Quem saiba seja sua
Ali atravessando a chuva
Toda lagoa parada
Você na direção errada
E eu na sua
Como fruta do conde
Um rio correndo pra foz
É como se a correnteza
Fosse parada
E tudo, mais tudo, mais tudo,
Fosse igual a nada

Adriana Calcanhoto

https://www.youtube.com/watch?v=Qn7sETsVnDc

diz tão de nós

Na fronteira a beira da estrada
O sol púrpura no monte se esconde
Meu caminho só, sou o início 
Com o as curvas dela me consumindo o horizonte.

André Luz Gonçalves

20/08/2013

passarada

visto um jardim de alfazemas roxas
respiro acácias amarelas

piro com araçá azul
enquanto dedaleiras debruçam em cor e tom
girassóis me iluminam feito a luz do som
e dessa terra toda prosa que me serve molhada
vem minha alma em toda passarada


André Luz Gonçalves


ha ha ha nunca foi risada!

Pra você eu tenho ainda mil versos
Para te ofertar eu saberia infinitas prosas
Pra te encantar eu saberia até usar todos verbos certos
Mas diante do gargalo de suas gargalhadas
e da falta de importância que pra tu minha vida valha
Te dedico o ponto final.

Piada que só um ri é imoral com quem se alastra pelos dentes.

André Luz Gonçalves



19/08/2013

Por via das duvidas, viva!

ritmo que bate no peito


Deixei meu samba ali
Feito de canto e um assovio amuado
Com seu surdo forte marcando isolado
A cuíca ruiu, e caiu de chucalho no paço
O tamborim não rasgou, explodiu
O agogô encanta e faz o brilho no olho da esperança
e a passista passou cheia de bundas, nem precisava tantas

Deixei meu samba ali
No suave gingado do seu rebolado
No olhar do moço com cigarro apagado
E no terno de linho cru que ja foi passado
O apito do mestre tocou
eu desfilo como quem marcha 
e raspa o reco-reco gargalhando

bebendo, suando e cantando
procurando meu carnaval

André Luz Gonçalves

Muitas suplicas
Pra pouca sensibilidade

Parece ostracismo
Mais é só um pouco de idade, que passe!

Algo sobre o tempo que começa a mudar o ritmo
E da solidão, resta a vaidade.

André Luz Gonçalves


18/08/2013

Algumas miligramas dobrando joelhos

sob efeito de pilulas rosas
que me levam teimosas
toda falta de verso e prosa

essa droga que poda e pode

deitou nessa nuvem atemporal
meu sono em um afronto possessivo

um sonho
não está dormindo
Solto voa assim como pinga o varal

psicoativos brincam na gangorra
preparo uma panela de sugestões
é o falso riso rindo enfim

André Luz Gonçalves

16/08/2013

Desobriga


Os meus peccados, Anjo! os meus peccados! 
Contar-t'os? Para que, se não têm fim... 
Sou santo ao pé dos outros desgraçados, 
Mas tu és mais que santa ao pé de mim! 

A ti accendo cyrios perfumados, 
Faço novenas, queimo-te alecrim, 
Quando soffro, me vejo com cuidados... 
Nas tuas rezas, lembra-te de mim! 

Que eu seja puro d'alma e pensamento! 
E que, em dia do grande julgamento, 
Minhas culpas não sejam de maior: 

Pois tenho, que o céu tudo aponta e marca, 
Um processo a correr n'essa comarca, 
Cujo delegado é Nosso Senhor... 

António Nobre, in 'Só'
António Pereira Nobre (Porto16 de Agosto de 1867 — Foz do Douro18 de Março de 1900), mais conhecido como António Nobre, foi um poeta

O Vencedor


11/08/2013

Pai
Saudade de ti menino
Eu de seu ombro largo abrigo
Pai
Olhando se eu vou seguindo
O mundo se abre
E Pai da vontade de você
E o mundo veio

10/08/2013

Salva a Dor Dalí

Era uma ausência
Algo pedindo clemência
Uma vontade doida sumida dentro duma cama
Desejo de olhar e ver aonde é o horizonte
Queria sentir o perfume espalhado pelas ventas
Saber o sabor das coisas novamente
Em um desejo maior que eu.

André Luz Gonçalves


07/08/2013

Picão no Taxi

É bem verdade que ele sempre foi meio doido, de repente começou a andar, ou melhor, começou a vagar pelas ruas, acordava de manhã, ia a padaria comprar pão e leite, comia uns cinco pães de 50 gramas e sem que ninguém percebesse sumia pelo mundo: Bruno já tinha 17 anos e ainda não havia acordado para o mundo verdadeiro, seu neurologista uma vez, disse que seu retardamento era mínimo e que não haveria necessidade de medicação ou cuidados especiais e que certamente na fase adulta sua inteligência ia se sobrepor a sua pouca habilidade social e tudo estaria tranqüilo, certa vez disse a dona Joli:

- Curta bastante seu filho, pois saiba que a maioria dos meninos nessa idade são malandros demais e Jair é além de muito inteligente um ótimo garoto, saudável, amável e super inteligente nos estudos, todas as suas notas foram sempre máximas!

Um dia a dona Joli resolveu seguir seu filho, ela sabia que ele havia sofrido muito com os coleginhas da escola, sempre o caçoando de apelidos referentes a sua lerdeza, só que o rapaz era muito bonito e sempre foi muito bem visto pelas meninas mais disputadas e menos interesseiras em rapazes tipo badboy, pois sua inocência era tão saborosa que várias delas brincavam com ele dando beijinhos enquanto ela passava, ou simplesmente sussurrando elogios para que ele pudesse ouvir e ficar roxo de tanta vergonha, uma vez uma menina o levou para o banheiro durante o intervalo e sapecou-lhe a mão por entre suas calças, abriu seu zíper e começou a mexer em seu todo seu corpo, ele atordoado e ansioso gozou antes mesmo de haver qualquer tipo de afago sexual, e essa mesma menina divulgava para as outras amigas que espalhavam até para as professoras como avantajado era o órgão sexual do rapaz, seu apelido logo virou picão, o Jair Picão... E assim foi se virando pela vida e pelas meninas o Jair Picão... Mas voltando ao assunto, sua mãe naquela tarde resolveu segui-lo, ele que estava de férias escolares e nada tinha de compromisso, não gostava de computadores, desenhava lindamente, porém se alguém pedisse para ver ele simplesmente pegava desenhos toscos e grosseiros que qualquer um poderia telo feito, pois apesar de sua inocência ele sabia que as pessoas eram bem mais havidas de maldade e sagacidade que ele, e seus desenhos eram para ele seu elo com o mundo real, suas estórias narravam fatos do cotidiano de pessoas que ele nunca havia ouvido falar, contos de meninos pobres que viviam em favelas no México, desabrigados  e desastres naturais no Saara, eram enredos e contos em quadrinho, coisa boa, gibis para adulto ler... Sua mãe sempre vasculhava sua arte, mas sempre deixava do exato modo que ele as largou da ultima vez, pois sabia ele não poderia perceber o mexido e simplesmente bloquear-se...

Dona Joli andava com muito cuidado para não ser vista, pois ele andava rápido e parecia ter um objetivo ou intenção bem definida, não hesitava em dobrar a esquina, parecia que conhecia bem o trajeto, não olhava para os lados, nem para traz, Dona Joli queria a certa altura ser vista, pois percebeu que não conseguiria acompanhar o rapaz, e logo veio uma ladeira, íngreme e ainda feita de paralelepípedos, sem asfalto, ela apesar de balzaquiana sempre gostou muito de se arrumar, seu filho era bonito graças ao gene da mãe, pois o pai era horrível, baixo e sem expressão, usava uma dentadura torta com um sorriso falso desde muito novo, pois logo depois que se casou sofreu um acidente quando estava passeando de bugre nas dunas de Cabo Frio, cidade onde sempre viveram desde seus pais, e bateu com a mandíbula na barra de segurança quebrando a maioria dos dentes e ainda mudou um pouco sua forma natural de falar, era um bom pai, envergonhado pela faceta que a vida lhe aprontou na face, e para completar não havia feito seu único filho com saúde plena, apesar de sempre terem tentado ter vários filhos e filhas, era feio e sabia que sua esposa era linda quando nova, e até hoje quando saiam ao mercado ou para dar um dos raros passeios as pessoas o olhavam tipo parecendo que pensavam assim; - Filho bonito, mãe bonita, mas esse pai é feito de doer... E assim seu Jailson seguia com sua vergonha e feiúra peculiares...

O menino Jair Picão some no fim da ladeira, Dona Joli enquanto bufava sem fôlego e apoiava o corpo nos braços que por ventura se apoiavam nos joelhos abaixou a cabeça por um estante e quando levantou cadê seu filho? Nada do menino, sua sensação de mãe não era das boas, sabia de toda sua inocência e devia cuidar para que ninguém abusasse de nenhuma forma do rapaz, quando ela se preparava para desabar num choro, de repente passa seu filho num táxi a todo vapor...


Parte 1 - fim -  Continua amanhã!



André Luz Gonçalves



06/08/2013

é

Louco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por VocêLouco Por Você

02/08/2013

...

Só um pouco, um tantinho
Bem pouquinho
E desse diminutivo
Ter superlativos.

André Luz Gonçalves


01/08/2013