30/06/2013

Reverbera

Um mandala depenado na casa de janelas de espera
O sacro amor profano 
A falta de saber deixar
E os telefones todos com ela

Esse seu me abandonar por aí
Minha solidão, querendo seu estranho desejo odioso.
E várias outras mãos te digitando
E os telefones tocam sem ela

E desse vai sem ir
Nesse insosso sabor de desdém
Aonde eu vejo e penso lembro
E o telefone reverbera essa aquarela.

André Luz Gonçalves



27/06/2013

Simples e ávido

Garapa cremosa, gostosa...

Viver a vida de forma ávida, é pessoal e particular.

André Luz Gonçalves.

25/06/2013

Até quando

Catador de sentido
Sopro do ritmo
Mais do fim desde o início, brado profano canto do seu gozo e eu.

pirilampo em flauta de pan subtone sons bemois
DO amor entre o Invasor oblíquo
e a sonsa inocência.

André Luz Gonçalves

27 de março se abril

Veio flor em pétalas de manga
Manjar me doce flor
Comemorando o nascer
Dia de verbo amar

Mãos que vens 
altiva, alva ariana
Sorriso forte de enfeites perfumados
desejo no passo do olhar rasgado
voraz com duas doses de calma, vinho e cuidado.

André Luz Gonçalves


23/06/2013

Cego blues

Num chapéu cor de farinha
Com uma cachaça e uma garrafa quase vazia

Uma cegueira cega que nem ela
Um tempo certo na hora errada

Um blues de um forró bem triste
Uma criança que não chora nem vai embora

E três mesas vazias.

Uma lembrança de um perfume
Um chale branco, saudade e ciúme

Uma parede de uma alusão púrpura bondade
Um amor insano, regado e negado

Invejado pelos anjos, flechado caboclo
Uma antiga mentira virou verdade

E as tais mesas vazias

E depressa vai cada vez mais lenta
A noite e o dia feito o amor que se inventa

Arde, queima e contenta
Falso feitiço feito a destilada àgua que torpe

Os modos e as giras
que envolta de nós se sustenta

Nenhuma mesa, onde não a via

O local deixou a razão com sorte
A música acabou e o bumbo coração tenta

Bem mais poema do que cena
Eu sorrio vida que brilha, não me faço de dentes.

Vida não esfazia no feitio de mesas fazias.

André Luz Gonçalves


19/06/2013

Opor a unidade

Aproveite cada oportunidade de ser feliz com os seus, antes que tudo vire lembranças, lembre se que o presente é o momento de fazer sua história, o que vier depois será apenas passado.

André Luz Gonçalves

4 folhas

Sorte é acreditar no que há por vir, como que tudo seja presente, pois sorte é a arte divina do merecimento espontaneo, algo que ciência, bíblia ou búzios ainda não há de explicar.

Sombra felina

A cada pulo de suas 7 vidas
A magia de seu olhar ladra me o tempo

O pisar de felina no meu muro
Fazendo sombras sobre seus pelos quem procuro

Seus miados em forma de apelo
Me lambe a língua grossa num bom desassossego

Me arranha me encanta enrosca o rabo.
E dorme minha em minha volta.

Manifesto!


Manisfesto aqui em casa em repúdio ao cesto de roupa suja lotada e a pia com louça pra lavar, vários pontos de resistência pelos cantos da casa, mas a LUTA é pela pátria ou no mínimo pra por tudo em pratos limpos!

Revolução se faz na marcha dos 100.000 e em casa!  



18/06/2013

Eu sei, não é assim, mas deixa.

O quanto eu te falei?
Que isso vai mudar
Motivo eu nunca dei
Você me avisar, me ensinar
Falar do que foi pra você
Não vai me livrar de viver
Quem é mais sentimental que eu?
Eu disse e nem assim se pôde evitar
De tanto eu te falar
Você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão pra se perder
No abismo que é pensar e sentir
Ela é mais sentimental que eu
Então fica bem
Se eu sofro um pouco mais
"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te
Ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente.
Se ela te fosse direta, você a rejeitaria."
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim
Eu sei, não é assim, mas deixa
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir.

13/06/2013

Rio

Muito legal descontrair do caos urbano:

Sobre mexer com mulher na rua, digo:
O homem tem as vezes um costume ruim e vergonhoso de mexer com as mulheres usando palavras pesadas, falando como se fosse ele superior e a mulher um objeto sujo e saboroso de uso, que não merece educação e cuidado. São uns Babacas de rua, covardes!

Mais tem outros geniais, deparei me há pouco com um entregador sorridente de água e gelo, em sua bike na Lapa, e vinham no mesmo momento três mulheres, o entregador de forma hilária bradou:
- Nooooossa. Avistei três lindas paisagens. ( olhando para as meninas que queriam atravessar a rua. O cara parou o transito pra elas passarem, e feito um menestrel ou algo que caiba, clamou com um tom saboroso).
- Pão de açúcar, que lindo! Corcovado, que beleza e a Pedra da gávea ali, que natureza exuberante! Completou dizendo: - A cidade assim é mais maravilhosa ainda.

As meninas claro, adoraram, riam de forma sutil completamente lisonjeadas. Todos pararam, alguns aplaudiram e outras invejaram o ir embora das meninas e o alto astral daquele cara.

Toda gracejo, toda cordialidade, carrega hum pouco de poesia.


Rio, capital da simpatia.

André Luz Gonçalves


10/06/2013

Came e Case

Esse tempo pouco, louco de amor...
Que você me dá, que você me dá... Cheia de prazer...
A hora é um dia tonto de emoção... Que nem dá pra prestar muita atenção
Da tristeza que vem... Na tristeza que vai...
Vai... Pra longe de mim...
E quando eu respiro...
Lhe tirando o ar você abre as narinas doidas e felinas pronto a sufocar
Coragem singela tipo cai não cai... Tipo came e case... Louca Samurai...
É você que eu mais quero...
Por você eu espero...
Ah... Como é bom amar...
E quando eu respiro...
Lhe tirando o ar você abre as narinas doidas e felinas pronto a sufocar
Coragem singela tipo cai não cai... Tipo came e case... Louca Samurai...
É você que eu mais quero...
Por você eu espero...
Ah... Como é bom amar...
Ah... Como é bom amar...

Martelo e Bigorna!



Jorge Ben Jor 

Interpretado Simoninha & Clube do Balanço

Eu quero paz e arroz
O amor é bom e vem depois
Si si vira
Si si vira
Pois eu preciso de um cachorro
Pois eu preciso de um amigo
Os meus amigos me abandonaram
Pensando que eu tivesse a perigo
La la la la la la la la la la la la
Eu quero paz e arroz
O amor é bom e vem depois
Si si vira
Si si vira
Pois além de grande amigo
Eu preciso de alguém
Que me trate com carinho
Que me fale de amor
Das coisas lindas da vida
Das coisas lindas da paz
Eu quero paz e arroz
O amor é bom e vem depois

Shiiiiii!

Silencio é a solidão da palavra
O mudo pensamento vivo
O fim sem início
Som do infinito.

André Luz Gonçalves

(in)ventando ilusão, moral de hipócrita desaba quando a casa cai...


A moralidade é sempre um invento 
E nela moram todos, sujos descarados e os "limpos" 
Se afogam num falso mar de hipocrisia, em lindos goles marrons de conhaque
Onde puritano não passa de uma reles pensando ser mais esperta(o) que o tempo

E o engano passa a ser o grande acerto afinal, certeza é enganar se...
A coragem tem medo do romance, tem mentira cheirosa de verdade
O ego cego é bonde em ribanceira sem freio.
E o amar, alguém sabe dele?   

André Luz Gonçalves









09/06/2013

Passou muito rápido

Hoje eu vi um bobo
Um tipo louco de bufão escancarado e barulhento
Bruto feito o tremor e sensível feito o artista
Ele era um fora do mundo vivendo imigrado

Não vi refrão no tempo desse movimento
Certo de que alma contida ele não tem
Dor com sorriso é mais bonito logo desde manhã, chorava.
Um pierrô sem colombina

De maus tratos uns cortes
De vida sorte
Cheio de passos pra dar
Foi olhando pra trás.

André Luz Gonçalves



  • Meu coração virou um bando de poemas pra te (en)cantar.
  • André Luz Gonçalves



A imponência dos cavalos
foi substituída pelos carros.

André Luz Gonçalves

alusão

Gosto de todos, 
Nem tudo muito.

Sinto minha hora
Nem toda hora minha

Mesmo assim, sinto sim
O tanto proporcional lúdico de cada dia

Meus pés sem raízes
buscam matizes, mirar

E o medo de perder
Né medo não

é só perceber
não ter e ser

Um dia embora feito a hora 
Cheia de querer ir, aurora...

Desejo grande não tenho
Dor bem longe por perto

Mais distante que o desassossego 
Talvez me sinta só e criativa, saudade

André Luz



06/06/2013


Tinha uma manhã que não chegava
Hum cheiro de cor que o calor não esquenta, faltava.
Ao fugir se encontrava,
tudo não era mais nada.

André Luz

05/06/2013

Sonhos hilários nunca foram presságios

De repente, todos estavam na sala, uma zona se instaurou, eu ria bêbado no canto conversando com a Bete, o Claudio estava no sofá conversando com uma menina que eu não conhecia, havia um casal no corredor que não parava de se beijar, eu não conhecia eles, mas eles não paravam de se beijar um segundo, era caminho pra todos irem à cozinha, o corredor era só deles, o rapaz estava sem camisa, não dava pra ver o rosto de nenhum dos dois, por causa dos cabelos, dos dois, ou de um só sei lá, era curioso vê-los, cada vez que passava imaginava eles ali como uma decoração humana viva, uma festa com vontade e o tudo vira um prisma de sensações, cores, vida, diferenças harmoniosas, enfim…
Mas chega alguém suado e senta, vira pó, puxa a mesa de centro e debruça os pés dum jeito que ofende sabe, eu nessa hora meio que encaretei com meu pâncreas sentindo o peso da rotina, mas o que era uma mesa?
Quem era o dono da mesa? E o pé?


Sem poesia minhas palavras não existiriam

mesmo eu não sendo poeta!
tão pouco tendo as palavras
mesmo eu não existindo.

04/06/2013

Guaraciaba de Magé



Guaraciaba viveu 126 anos e era morador de Magé. João Antônio Guaraciaba nasceu no dia 20 de setembro de 1850. Preto, alto, forte, viveu grande parte de sua vida em Magé, onde morreu velho, enrugado e de carapinha branca com seus bem vividos 126 anos. Filho de mãe angolana que o teve aos quinze anos, e o Barão de Guaraciaba “um mestiço fazendeiro comprador de escravos negros na África onde conheceu sua mãe Angelina, então negra forte e bonita”. Depois de engravidá-la, prometeu buscá-los em outra viagem, trazendo-os assim para o Brasil num veleiro negreiro. João tinha apenas quatro anos de idade. Guaraciaba afirmou que deixou mais de 300 filhos: 100 para D. Pedro II e 200 para o Barão de Mauá



03/06/2013

Celebro o amor
Numa taça solitária
Divido a esperança
Em tragos e goladas

Arranquei meus brincos
Limpei meus desejos
Despistando anseios
Esqueci de esquecer

Desta vinha escrevo em cachos
Galha minhas ideias
Exprimem e destilam meu sangue
Num vinho aroma espumante

E nessa alegria e alforria
Onde seu lindo sorriso
Encontra minha alegria

No passado o futuro existia. 

André Luz Gonçalves