30/04/2013

Tudo que eu quero é muito pouco!

porque ao vê-la sorrindo vi meus sonho
Tudo que sei virou uma ponte


André Luz Gonçalves



DeclarAção!


Quando Nova Iguaçu tinha cheiro de Flor de Laranjeira, caminho do ouro, menina brejeira, pés descalços nas mãos, laranja da terra nas mãos, crioulo suando na roça, a flor caindo... Vinha da Leopoldina Maria Fumaça era bem vindo até chegar a Maxambomba a estação Vila de Cava era o destino: Tinguá!

Sou dessa água que bebes! Sou dessa terra que pisas, sou desse céu pai que nos cobre!



Oni saurê
Aul axé
Oni saurê
Oberioman
Oni saurê
Aul axé babá
Oni saurê
Oberioman
Oni saurê
Babá saurê
Aul axé
Baba saurê
Oberioman
Baba saurê
Aul axé babá
Baba saurê
Oberioman
Baba Saurê
Ah, ah, ah...
Oni saurê
Aul axé
Oni saurê
Oberioman
Oni saurê
Aul axé babá
Oni saurê
Oberioman
Oni saurê

Deixou me com cheiro que cão fareja e partiu!

Cadê meu medo?
Sofrer, paixão, abismo.
Cadê o receio que eu não tenho?
Forte e aflito, silêncio depois do grito.

Onde foi?
Deixou de ser amado e linha puiu.
Reverteu-se em coragem e inocência 
Glorioso breu de "Nunca Mais" desdizer.

André Luz Gonçalves




29/04/2013

guimarães rosa



Hoje eu te vi
Sorrindo soltada
Essas voltas que eu dava
Suas curvas de meus mil dedos 

Toquei seu jardim,
vi a olho nu
Te vi sim
um sonho bom

Até aquela paz pousar
A tarde sumir
anoitecer o que pouco sei
em vontade de eternos dias de hoje

te vi.

André Luz Gonçalves


28/04/2013

Ferradura pisada é que marca terra.

Cavalheiro de estrada
Curva forte de rio doce
Rápido fugaz e fino
Olhar cansado, sorriso destino.

André Luz Gonçalves



26/04/2013

lobo bobo pescando ilusões, expondo caninos afoitos,
louco em meio a foliões, velho menino.
Além da saudade pouco se sabe
... arde cama leoa...

Ao invés de métrica, faz treplicas e aplica,
Dos acertos e desfechos, cerca-se.
Faz a parte do erros, querendo ser acerto.

Imaturo feito o início, 
Meio desapego meio vício,
o fim e o meio sendo o princípio.

André Luz Gonçalves


19/04/2013

Voltar é ir!

Amanhã eu volto a tocar, ao receber este convite há pouco, relutei em virtude da dor que ainda persiste em estar presente, mas pensando melhor, usarei minha técnica para redistribuir os golpes de acordo com a limitação do braço esquerdo, e voltar tranquilo ao meu mar de ondas sonoras, o que sou é o que eu faço, então...



desejo


Que olhos lindos você tem
Encharca o mundo e mais alguém
De brilho, até o sol se admirou
Você quer me namorar
Eu faço o mais bonito que puder
Não resisti, me apaixonei
Não saia do lugar
Vou fotografar você
Tesouro não há em qualquer lugar
Mais belo que você
Deixa o seu cabelo solto no ar
Teu rosto é lindo
Quanto mais te vejo
Um beijo te dar
Desejo

Inteligencia é criar.

Inteligencia é criar. 
Esse infinto saber do que não se faz ideia, ainda...
De um simples e certo salto tudo passa a existir.

André Luz Gonçalves

Hora do caminho ser o foco!




Se todas as coisas nos reduzem a zero, é daí do zero, que temos que partir.
Waly Salomão

Mel na lua de Jorge


Dizem que foi só ele e o Dragão,
pra qualquer lugar...
menos a lua!

André Luz Gonçalves




No canto da boca
Do canto na casa
No encanto da foto
Moldura na vontade

Veste fina, suave brisa
Abrindo o sol cem janelas
pássaros e acordes
Sonho bom descortina

Avoados pela cama
Tragados pela ânsia
Vontade tarde me permite
Acordar-te pelas salas

Lonjura que mata seca e muta
Desde que haja sim de mais...
Efêmeros dias eternos
Frio sabor desse inferno.

 André Luz Gonçalves



Vou me vingar dessa tristeza
cuspir nessa anta agonia
Me há mar.

André Luz Gonçalves

18/04/2013

Topor!

Vadia melancolia 
seduz primeiro
alegre febre.
deixa sorrir,  
vestiu me luz
posta sem ceia
numa mesa de surpresas
delícias guardadas da calma 
Nossa matrioska de início e fim.

André Luz Gonçalves




Adja ta tocando!

Frustrado, 
o grito do calado.

Não que borbulhe pouco
Nem pense em falso.

a caldeira não está branda
é tempo de recolhimento, 

Forte e sereno.
Contra demanda.


17/04/2013


Tinha a manhã e não chegava
Tinha o cheiro esperando vento
cor de calor
e não esquenta, faltava.

Ao fugir  
se encontrava,
E teu tudo era 
 meu nada.

André Luz Gonçalves


16/04/2013

Crê na asa!

Havia uma tristeza,
Numa riqueza que verga, 
punha a ladrar o verso trépido.
Errante, passarinho azulado.

Uma verdade transparente, 
orvalho e semente.
Não havia melancolia,
Errante, asas abertas e o espaço.

Madrugada fria não tinha
Nem o poema de usar
Eu era apenas sua vinha,
Errante, arvore e ninho.

André Luz Gonçalves



Dindi



Ai, Dindí
Se soubesses o bem que eu te quero
O mundo seria, Dindí, tudo, Dindí, lindo, Dindí
Ai, Dindí
Se um dia você for embora me leva contigo, Dindí
Olha, Dindí, fica, Dindí
E as águas desse rio
Onde vão, eu não sei
A minha vida inteira, esperei, esperei por você
Por você, Dindí
Que é a coisa mais linda que existe
É você não existe, Dindí
Adivinha, Diní

Céu, tão grande é o céu
E bandos de nuvens que passam ligeiras
Prá onde elas vão, ah, eu não sei, não sei
E o vento que fala das folhas
Contando as histórias que são de ninguém
Mas que são minhas e de você também

Parabéns pra quem?

Hoje é dia de nascimento deste Fodastico artista.



Bico de gotas

Bico
das gotas
Boca com mil
pingos
ainda serei
chuva,
querendo te tomar
mil braços
teu
beijo graúdo
Descansando seu cansaço
Abraço.

Menina
gigante, Formiga saúva
me belisca rubra!
Guarda certa a calma
Alma dos vulcões
Jeito
odara,
fios de contas
Imagens
raras,
água que molha
fartas plantas.

Alva
negra que se quer
Metade desejo,
metade encanto.
Fala baixinho,
de vagar,
quase escutar.

Ela
sorriu e ficou
com seu olhar
eu reino.

André Luz Gonçalves



..ɐɯıɔ ɐɹɐd ɐçǝqɐɔ ǝp ɹǝʌıʌ ɐ ɹǝpuǝɹdɐ soɯɐssod ǝnb ɐɹɐd 'oxıɐq ɐɹɐd ɐçǝqɐɔ ǝp ɐpɐɔoloɔ é ɐpıʌ ɐssou sǝzǝʌ sɐ ...

15/04/2013

Vira o bico pra lá!



Caco de Vidro

Sistematizo o  verso
porque de prosa
ando farto,
vocalizo
o eco: porque
o ruído
é  o "amanhecer"
de poesias.

Se voltarmos meiga e 
mansamente
ao resumo da história universal,
constataremos 
um regresso: Veremos que
o sangue que rolou
até hoje,
não conseguiu obturar as cáries das nossas alegrias

( Dejair Esteves )
Livro- Anos 90 - Poetas da Baixada - Coletânea do Fanzine Desmaio Publiko - 1997 - Pg. 29.


14/04/2013

Platinela e Alfaia


( coco )
Pais e imã surda
Agora é você que me escuta
Romântico eu não sou filho da puta
Sei que minha marra te insulta
Mais eu vou te  revelar

Sei fazer coco, bossa e som de Angola.
Aqui a força eu boto pra fora
Por que o tempo movimento devora
Vamos correndo que embola
A cadeira requebrar
== ==
(Maracatu)
Deixa a paz dominar
A luz do som invadir
O vento saindo da nuca soprado
Até tudo que for bom invadir!

André Luz Gonçalves


Caxangá


Elis Regina e Milton Nascimento - Caxangá

Sempre no coração
Haja o que houver
A fome de um dia poder morder a carne dessa mulher
Veja bem meu patrão como pode ser bom
Você trabalharia no sol e eu tomando banho de mar
Luto para viver
Vivo para morrer
Enquanto minha morte não vem
Eu vivo de brigar contra o rei
Em volta do fogo todo mundo abrindo o jogo
Com tudo que tem pra contar
Casos e desejos coisas dessa vida e da outra
Mas nada de assustar
Quem não é sincero sai da brincadeira correndo pois pode se queimar
Queimar
Saio do trabalho e
Volto para casa e
Não lembro de canseira maior
Em tudo é o mesmo suor

Egoísmo


Ser sua janela,
O mais belo Horizonte que vê,
O ocre das telhas arrumadas.
A serra ao longo em nuvens lambendo.

O Vento e
Todos os azuis.

O espreguiçar do olhar, suas pupilas.
A cama imã e suas ancas nuas,
Ser sua preguiça, o lençol que enrosca.
O conforto do suave algodão, as primeiras sensações.

Quero ser seu primeiro sorriso,
O contorce da bica, banhar em você feito água
Molhar se em completo abraço e
Escorrer-te os cabelos.

Depois de tanto desejos,
Voltar a mim em gozo.

Colar meu rosto ao teu,
Ser sua verdade.
O calor dos seus pensamentos,
A criação que imagina,
A alma de menina.

André Luz Gonçalves


12/04/2013

A visão correta frente a visão hipócrita sobre as drogas!


Onde é que eu fui parar?

Longe
Onde é que eu fui parar?
Aonde é esse aqui?
Não dá mais pra voltar
Por que eu fiquei tão longe?
Longe...
Onde é esse lugar?
Aonde está você?
Não pega celular
E a terra está tão longe
Longe...
Não passa um carro sequer
Todo comércio fechou
Não tem satélite algum transmitindo
notícias de onde eu estou
Nenhum email chegou
Nem o correio virá
E eu entre quatro paredes sem porta
ou janela pro tempo passar
Dizem que a vida é assim
Cinco sentidos em mim
Dentro de um corpo fechado
no vácuo de um quarto no espaço sem fim
Aonde está você?
Por que é que você foi?
Não quero te esquecer
Mas já fiquei tão longe
Longe...
Não dá mais pra voltar
E eu nem me despedi
Onde é que eu vim parar?
Por que eu fiquei tão longe?
Longe, longe, longe, longe
Longe, longe, longe
Seis, cinco, quatro, três, dois, um.

09/04/2013

Ilha Grande

Na maré 
baixa 
ganho uma ilha,
Com mar,
sal, sol e céu.
A lua com força
aperta 
meu mundo.
Oceano sobe inundo,
E mareia alto, 
nada tenho mais,
Até tudo
acalmar.

André Luz Gonçalves


08/04/2013

Era cedo pra acabar

Bolinha de gude
Pique e corre depois dorme e come
Meus pensamentos todos
Um monte de entender
Pé descalço solto

André Luz Gonçalves

Sou pra ontem
Urgindo feito antigas folhas no outono.
Feito o crepúsculo, 
Explodindo vermelho pra acabar noturno.

André Luz Gonçalves


Depois de ver.


Quando nem eu estou por perto de mim,
Cada minuto errado fica mais certo...
Lonjuras, sumiços esquecidos.
Um cada um num monte de verbos.
Rompante instante que derrama carecido.



05/04/2013

Madre de mierda!

Um mãe não deveria ter o direito de entristecer sua cria!
Se fosse eu um rei, um juiz ou dono dessa porra, crime de mãe de merda eu a acusaria.
Daria pena dura, procuraria o que dói nessa criatura e numa sala cheia disso.
!!!!Eu a trancaria!!!

Amigos dizem que esse ser humano ruim, é bem legal
Que tem bom astral, daí vejo que equivocados brotam, superficiais conceitos confortam...
E ainda bem que esses toscos amores, meus sentimentos não notam.

Ainda que eu fosse só amor dentro de mim
Caberia a parte triste, o olhar que desiste...
Quando lembra-me que me apaixonei um dia por alguém assim.





Setoso!

Hoje eu nasci ha muito tempo
Me inventei feito como sou, vanguardista safado, triste alegrado.
Sofri como tudo sofrido e virei o riso gostoso do gosto do visgo
Deito me com minha consciência intranquila,
Durmo e não amanheço, deixo me viver cada dia mais.

Ontem eu fui minhas histórias, lagrimas, derrotas e vitórias
Minha infância adultera, velhice infantil...
Meu sorriso tardio, carência feito rio, olhar vadio.
E minha necessária arte de amar e desamar, desamarrar e amarrar.
Antes cachoeira do que mar, desaguei (André Luz).

Mil anos ou mais, algumas horas atrás,
Sou feito de ervas, de águas, cio e sais,
Meu olhar me observa, o sim me nega e ponho tudo em duvida.
Minhas palavras cais, hoje sou uma baía frente ao mar revolto
Sou cada dia um a mais solto, dou o exato tom do meu gosto.

A cada dor duas alegrias, eu que nunca me achei, sempre ia...
Ontem me barraram, eu frustado me calei, eu nasci antes do não.
Hoje eu agrego, me enfeito de dentes, de dores, de força e propósitos
Sou doutor na ciência dos cuidados, não sei bem o que é perdão, tudo por si só é perdoado.
Nem sei ao certo que é certo ou errado, bato macumba e digo amem.

Não ando pra trás, não me envergonho de ser bobo e não ando preocupado.
Quanto a fé, nasci onde a fé era chão.
Quando mãe tentou me ajudar, já logo disse "xai queu xei"!
Fui benzido por Logun, abraçado por Oxum, meu maior presente é ser flecha de Oxossi,
Sou filho de São Jorge e fui criado pelo Dragão, cheio de calor vivo nu na lua de guardar.

André Luz Gonçalves



...


04/04/2013

Cabe amar e sofrer tanto quanto a morte!


Depois de relutar e ouvir seus irmãos ele veio, chuviscava, olhou pros dois lados da rua e atravessou, correu um pouco para que o ônibus não o pegasse, conseguiu pegar seu ônibus e seguiu seu caminho ao velório, era mais de 10 da noite e ainda tinha meia hora de viagem para chegar a capela de Santo Agostinho... 

Aquele momento não podia deixar de ser observado, sentido, compreendido, finalmente o ponto de descida chegou. Ele levantou, puxou a cigarra e deu sinal para o motorista para parar no próximo ponto. 
Desceu e correu para atravessar a rua sem a partida do ônibus e conseguiu, sendo que vinha uma moto, tirando um fino quase o surpreendeu, uma buzina fina e estridente gerou uma taquicardia, quase vai participar do velório diretamente, como sujeito principal...

Quando chegou, não sabia se cumprimentava as pessoas, se chorava, se acendia um cigarro, cigarro não! Ele havia parado de fumar, mas pensando bem este era um bom motivo para voltar. Foi ao seu irmão e pediu um cigarro, acendeu, olhou fixamente para a boca de seu pai ali deitado, como um anjo, frio e pálido, alguém que com aquela limpa imagem jamais se imaginaria fazer o mal ou magoar instintivamente, mas assim ele ficou por mais de uma hora olhando... Sem esboçar uma única reação, a tia mais velha, coitada, em prantos deixava um pedaço de sua toalhinha ainda seca imaginando que seu sobrinho mórbido a qualquer momento desabaria e cairiam em rios de lágrimas juntos, gritando e dizendo que não era verdade, e tudo o mais de ruim que se pode sentir e dizer nesse momento...

No passado do presente...

Ronaldo, Carlos e Robson eram trigêmeos e lindinhos como todos dessa espécie deveriam ser... Era uma linda manhã e os meninos tinham apenas sete anos, quando de repente um deles acordou com a voz forte de seu pai aos berros com sua mãe, não se entendiam os sentidos das palavras, todas gritadas, acordaram todos e ficaram ao pé da porta olhando e fitando por traz assustados, nunca haviam visto aquela cena, ali bêbado dando tapas e socos na cara de sua mãe, xingando aquela imaculada dona de casa dos mais sórdidos palavrões, todos estavam com muito medo, não sabiam mais o que iria acontecer. Quando de repente ele vai na direção do quarto das crianças, todos correm...

Ronaldo lembrava desse dia, e sorria em vê-lo ali, morto, ao mesmo tempo, lembrava quando o pai o carregava na carcunda, quando comprava uma garrafa de coca-cola para os três irmãos e punha um pouco d'água para render a todos, uma confusão toma conta dos pensamentos, um misto de alegria e lamento...




Tristeza só nas musicas... Quem diz?


Luz Negra

Hoje que seria aniversário também de Cazuza, sempre gostei muito do cantarolar desse moleque vadio, me indentifico muito com ele, essa era e é a canção que mais me fascina interpretada por ele, Luz Negra de Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso.

Luz Negra


Daí, talvez tenha vindo a Luz de meu nome, quem sabe...

03/04/2013


Eu também não acredito num Deus que não dance!


29 beijos


Eu não quero, não quero mais "preocupations" comigo
E nem de leve águas passadas, canto e recanto de lágrimas no meu coração
Eu não quero não
Espero, espero
Espero lhe ver, lhe encontrar
Tenho 29 beijos pra lhe dar
Tenho 29 beijos pra lhe dar
Tenho 29 beijos pra lhe dar
29 beijos    
De Novos Baianos 
Cantado por Marcia  Castro com Helio Flanders
Projeto Numeros

Das folhas

Nasci indo a cachoeiras com mãe e os filhos
ela nos trabalhos
eu correndo pelas pedras
ainda lembro de como era bom correr entre as pedras
um quase cair
quanto mais corria menos caía...

André Luz Gonçalves

Pingo no i!

Assim como Bezerra, assumo, altero um pouco o que ele disse e digo: 


"Se não fosse a arte eu seria do bicho"


Cultura carioca, malando é malandro e mané é mané.

O filme:
Diretor: Márcia Derraik, Simplício Neto
Elenco: , Adelzonilton, Edson Show, Paulinho Alicate
Fotografia: Mauro Pinheiro Jr.
Duração: 72 min.
Ano: 2010
País: Brasil
Gênero: Documentário
Cor: Colorido
Distribuidora: RioFilme
Estúdio: TV Zero / Antenna


Pra contar cantando...


Angenor de Oliveira (Cartola) , criou junto com Carlos Cachaça e outros Bambas o Bloco dos Arengueiros que veio a se tornar a Mangueira, este é outro grande sujeito, trabalhador da construção civil e imenso compositor de sentimentos...
Junto a esposa Dona Zica, abriu na Carioca o Bar Zicartola, queria ter bebido uma ali, e reverenciar mais este mestre, minha raiz.

O rapaz foi lá e disse: "Cartola, vem cá. O Mário Reis tá aí, queria comprar um samba teu". "O quê? Comprar samba? Você tá maluco, rapaz? (...) Eu não vou vender coisa nenhuma." (...) Ele disse: "Quanto é que você quer pelo samba?". Eu virei pro cara, no cantinho, disse assim: "Vou pedir 50 mil réis". "O quê, rapaz? Pede 500." (...) Com muito medo, pedi 500 contos. "Não, dou 300. Tá bom?" Eu disse assim: "Bom, me dá esses 300 mesmo". Mas com muito medo (...) Mas botou meu nome direitinho, legal (...). Ele comprou, mas não deu para a voz dele. Então gravou Chico, Francisco Alves.


Sim,
Deve haver o perdão
Para mim
Senão nem sei qual será
O meu fim

Para ter uma companheira
Até promessas fiz
Consegui um grande amor
Mas eu não fui feliz
E com raiva para os céus
Os braços levantei
Blasfemei
Hoje todos são contra mim

Todos erram neste mundo
Não há exceção
Quando voltam a realidade
Conseguem perdão
Porque é que eu Senhor
Que errei pela vez primeira
Passo tantos dissabores
E luto contra a humanidade inteira

Fonte: Wikipedia

Malandro Medroso

Ontem, entre Devassas na terra de Noel, ouvindo o encantador ideal do grupo feito pra dar PORRADA no racismo, formar opinião contrária aos BABACAS que discriminam Pobres, Negros e Gays... Não poderia deixar de imaginar estas esquinas, há anos atrás, cheias de poesia de Noel, de onde o Malandro deixou de ser sínico e ganhou nome, honra e respeito, saindo lá da Vila Isabel...



Eu devo, não quero negar, mas te pagarei quando puder

Se o jogo permitir, se a polícia consentir e se Deus quiser...
Não pensa que eu fui ingrato, nem que fiz triste papel,
Hoje vi que o medo é o fato e eu não quero um pugilato
Com seu velho coronel.



A consciência agora me doeu
E eu evito (detesto a) concorrência, quem gosta de mim sou eu!
Neste momento, saudoso eu me retiro,
Pois teu velho é ciumento e pode me dar um tiro.



Se um dia ficares no mundo, sem ter nesta vida mais ninguém,
Hei de te dar meu carinho,
Onde um tem seu cantinho, dois vivem também...
Tu podes guardar o que eu te digo contando com a gratidão
E com o braço habilidoso de um malandro que é medroso,
Mas que tem bom coração.