31/03/2013

Havia uma tarde feliz em Mauá
Gente que disse que o bom não é crendice em Mauá
Por um triz em Mauá
Quase de noite meu dia fiz em Mauá
Mar não há amar em Mauá
Quem sabe sal do sol sobre em Mauá
Quem sabe o por do olhos Mauá

André Luz Gonçalves

Pequeno Cidadão - O Sol e a Lua!

Monalisa minha filha, trouxe esse lindo som da escola,
gosto assim...

Logun

Menino caçador
Flecha no mato bravio
Menino pescador
Pedra no fundo do rio

Coroa reluzente
Todo ouro sobre azul
Menino onipotente
Meio Oxóssi, meio Oxum

Menino caçador
Flecha no mato bravio
Menino pescador
Pedra no fundo do rio

Coroa reluzente
Todo ouro sobre azul
Menino onipotente
Meio Oxóssi, meio Oxum

Eh..., quem é que ele é?
Ah..., onde é que ele está?
Axé, menino,axé!
Fara Logun, Fara Logun, Fá
Axé, menino,axé!
Fara Logun, Fara Logun, Fá

Menino, meu amor
Minha mãe, meu pai, meu filho
Toma teu axoxô
Teu onjé de coco e milho

Me dá do teu axé
Que eu te dou teu mulucum
Menino, doce mel
Meio Oxóssi, meio Oxum



Duvida da vida!


Ele não gosta de amor,
Tem cuidado demais com o coração,
Amor é coisa feia pra ele,
Tem nada de querer nele não.

Com um guarda chuva de palhaço
Seca a amizade alegre
Não se molha, nem sorriso,
Não sabe de nada, nem da vida.

Monalisa Gonçalves & André Luz Gonçalves



30/03/2013

Vencedor perde muito mais que o perdedor...

As vezes ganhamos tantas medalhas, recebemos graça de tantas honras, por tantos meritos, e o alforje  fica pesado demais, que de tão demasiado, não somos capazes de nada além de carregar nossas glorias.
Importante perceber que no inicio quando os troféus e medalhas foram recebidos, nada eramos além de esperancosos.
Humildade é buscar as conquistas com a honra que só a simplicidade traz , lembrando que a derrota é a chave da próxima vitoria.  

29/03/2013

Saia grande


O ombro caiu
Gingou pra lá e pra cá

Sorriu e sumiu
Desceu pela Monte Alegre, sei lá...

Ficou o cheiro no gosto
Um corpo de sal doce na boca

E a lembrança
De uma voz muito louca

Toda desproporção se fazendo de pouca
Parada bacana

Desde essa semana
Me dando manha, me arranha

Fez todo momento parar
Suspenso tempo no ar

Trouce paz, 
sem açúcar com afeto, 

vinho e jazz
Me fitou na rede sossegado

Subiu pelo Largo das Neves, sei lá...
Desceu a Monte Alegre, sei lá...
Subiu pelo Largo das Neves, sei lá...
Desceu a Monte Alegre, sei lá...


Tempos de baile...

Claudinho & Buchecha - Rap do Salgueiro 

Finalmente

Quando pela primeira vez ganhei um jardim
Tosas de rosas brancas trazendo o sorriso e a paz
Nada podia deter
Eu de ter

Quando pela primeira vez acordei amando
era bom,
Vento suave
chegavam todos os lados

Quando finalmente percebi, 
Senti juntas
todas as primeiras vezes
Amontoado de sensações

E veio delas
o anseio pelas ultimas
espero que não existam
se assim flor…


André Luz Gonçalves

Nã nã nã nãããã


Esse negão dança como no meu sonho... Sortudo do carai

Incorporou...

E como gosto de pensar em aprender a sambar ouvindo essa Dona Esponja, tem dessas...



Tandéra Luz

Acordei nessa de pensar em amor perdido
Ta aqui meu grande amor perdido

os outros se perderam...

Acorda-se

Tem sonhos que é melhor não dormir
Fuga tamanha, levando tudo
Verdade, até entranhas
Sobrando acordar



Amanhecer no mato é melhor...

28/03/2013

Atras da Porta

Quando a canção sente o cantor é assim, aí é show da vida..

To muito sem tempo de postar algo meu por hora, mas fiquem com ela, que é pra todas as horas.
Boa pascoa, de cenoura a seu filho, que chocolate engorda!

Brasil Onde A Gente Mora


27/03/2013

Caiu o céu e molhou tudo.


Chuva chegou de com força falando alto,
em pingos fortes, 
dizendo molhada que só vai embora depois do meu aniversário...

Quem ninguém mais se desabrigue.


Copas miúdas...


Encanto pelo futebol
Nem sei de me deixar voar no maráca lotado, tremendo ou precedendo o grito de gol, sofredor calado, tristeza que alegra atoa...
Flamengo com suas vitórias desconfiando de suas derrotas.
Meus queridos inimigos são todos uma raça única de amantes da bola, deveras rápida e sofredora.
Por vezes vitoriosos, gritam nervosos ao meu ouvido a lamentar.

... Manter a soberba pompa diante de um clássico é fundamental

Afinal, jogo só acaba no apito final!
Final no Maracanã 1950, perdemos essa copa.




26/03/2013

Nem o maior berro pode dar!

As belas cores íris do seu arco, eu sei bem onde buscar com sussurros, carinhos, vazantes de lucidez e fúria absoluta, em que meu corpo voando sobre o seu, em volúpia, troca de olhar com o seu e num solavanco de corpo ríspido e soberbo, tomado pelo desejo toma, mais e mais como se descesse uma ladeira correndo, sem governança onde não existe mais um ângulo de interrupção, o sabor se amplia como graves, medias e agudas sensações, seguem-se ritmos enfurecedores e longos circuitos lentos e saborosos, as mãos parecem querer entrar em seus pelos poros, o suor se esfrega em seu mamilo e ali me dou no que eu possa melhor me fartar, minha boca forma um cone, suas ancas me engavetam e o que é fazer amor se expande, as vias aéreas dilatam, o corpo todo começa a flutuar, não há dor, tremor que vem da alma fabrica os fluidos, você em seu arco-íris zomba da vida e abre um claro semblante do gozo, sem distorção ou fagulha, só desejo e crescer em uma vasta sensação de liberdade no ventre, vazando pelas artérias e dando um brilho “lumiar” nos seus olhos, e eu, no mesmo momento, vergo o teso e forço o ritmo, a intensidade a leveza e o toque, como que num uníssono voraz e cuidadoso, aprecio o seu momento onde tudo começa e me jogo no teu corpo trazendo toda vida e energia que nem o maior berro pode dar, assim viva feito a vida.   



25/03/2013

Perto

  do fogo

Network ditado

Vendo poesia
Pode pagar-se e sentir-se 
Com panela e caldo no barro
Da cara magra da gana, 
Ou fome na mão do palhaço

Vendo versos
Imensos em mim imersos
De imagem na palavra eu tenho um bom 
Que seu olho pode pagar, onde ler alcançar.

Alugo sentidos
O tempo de ternura é bom
Dura mais que um suspiro
Tenho mais céu que o chão

Venha ao brechó em poemas
Alguns amarelos, mofados ao pó
Alguma coisa rara, pouca cara
Se encantar me aproveita fazendo outro nó.



Cores


Na minha estante de menina tem cores brilhantes, 
nobres amantes e esquina. 
Depois de certas manhãs certas manhas de menina. 
Saia e alcinha.


André Luz 

15/03/2013

Dor


Dor não tem vento
Enruga, rusga, inflama o drama,
Tormento enfrenta o corpo.
Ossos desmancham, esmagam,
Carne sem pedaços, pele repele e desfaz.
Sentimento primário,
Ofende o sorriso ofertando lágrimas
Trata de dizer que o tempo é infinito
Rasga a saudade do sossego
Trepa com a morte e sangra
Ao trauma físico,
fino sabor de punhal
Arromba a prece que valha
Traga a cura e se entupa de juras
Até nunca mais voltar


Eu e Julieta estamos aflitos!


Samba e amor - Chico Buarque e Caetano Veloso

Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade que arde
E apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente 'inda se ama
E a fábrica começa a buzinar
O trânsito contorna a nossa cama, reclama
Do nosso eterno espreguiçar
No colo da bem vinda companheira
No corpo do bendito violão
Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade. Que alarde!
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã.

13/03/2013

Feliz Aniversário? Procure saber!

Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro, foi um líder do movimento messiânico que reuniu milhares de sertanejos no arraial de Canudos, no Nordeste da Bahia, à margem do rio Vasa- Barris, onde resistiu às tropas do Governo Federal.

Nasceu em 13 de março de 1830, na Vila do Campo Maior de Quixeramobim na então Província do Ceará.



Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Conselheiro
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&id=330&Itemid=180

Carta anônima, antônima e autônoma


Como não falar com você? Ao te ver na rua fiquei como se não pudesse mais fazer outra coisa a não ser me comunicar com você, não pense que sou algum doente, marginal ou algo do gênero, não quero seu mal, muito menos sua tristeza, sou simplesmente um grande fã seu, pena que necessito me fazer anônimo, pois, se me apresentasse teria que te seduzir e assim ser feliz com você pois o que sinto é muito, e não vou seguir magoando gente que não merece ser magoada, sei que pareço pouco simples e nada humilde, vindo assim e afirmando que se eu quiser eu te conquisto e tal...

Talvez até não te seduza, acho que na verdade não faço seu tipo, sempre (  há alguns anos que tenho o prazer de te ver, poucas vezes, mas sempre me encantava) tentei te olhar de um jeito que percebesses meu suspiro, mas você com seu jeito lindo e discreto passava por mim como se eu fosse somente uma rua, uma rua que nem merece saber o nome, que simplesmente é caminho pra algum lugar, sou pra você como lugar nenhum...

Bom sem querer te deixar intrigada digo que sua beleza é algo que muito admiro, a ultima vez que pude te admirar dei especial atenção aos seus pés, lindos dedos pintados da cor do seu batom, estavam numa sandália clara com tiras finas que lhe caiu muito bem, você parece um filme bom, com poucas palavras e muitas sensações...
Acho que vou usar esta carta anônima para descrever todos os seus "detalhes", tudo que admiro... Acho melhor não... Tu não me conhece e tudo que não quero e te dar uma sensação de invasão, de perigo, bom meu peito agora aperta como se prendesse o ar, estranho, parece que estou dizendo isso olhando pra você, desculpe-me pela invasão, mas espero que não se assuste com esse simples admirador.

Quero deixar claro que não sou amigo seu, amigo de amigo ou muito menos estou fazendo "trote de qualquer espécie". Somente quis de alguma forma me comunicar e apesar de não estarmos nos olhando agora eu sei que estou dizendo a você o que eu quero, bem confuso, mas ao menos digo:

Você é linda...
Um dia descubro sua janela e em versos românticos canto ao seu ninar para ver leve e aberto seu sorriso a me mirar...

Se não me responda, pois talvez essa carta anônima nem foi pra ti....


12/03/2013

Cinelândia 2004 podendo em 2013

Logo ali na sua frente 
Todas as crianças da Cinelândia sorridentes 
O solvente embebido entra e o vapor faz seu papel demente 
Ficou tudo tão nada neste instante 

Eu entre policiais, garçons e ambulantes 

O Cine Odeon apresenta sua grade de contenção intelectualmente discreta e imponente 
A Biblioteca Nacional que não descreve esse mundo real 
O Theatro Municipal lindo por fora, oferecendo a burguesia o espetáculo chamado: 
Encenando essa gente lá dentro. 

Meninos e meninas de todo lugar a se endoidar 
Um anúncio comercial com uma linda sensual a iluminar 
Um casal de gringos vestidos de selva a fotografar 
A assistência social falha por aqui 
Mesmo assim tem gente que chega e ajuda com comida e se manda feliz 

Mas o helicópteros milionários não param de ir-e-vir 
E frente a tudo isso 
O direito de todos está garantido na Câmara dos Vereadores 

Olho e vejo todos tão ocupados 
Ninguém pode fazer favores 
A linha do horizonte parece mesmo distante 

Mas sou tigre que enfrenta elefante 
E não me conformo com essa sujeira estonteante 
Covardemente os cariocas não se mexem 
É assim o sistema neo coerente da cidade maravilhosamente doente 

Nada de sentimentos neste teorema 
Nada de amor em volta desta bizarra paixão em dizer não 

Se quiser vir e ver se estou mentindo 
Pode chegar meu irmão 
Porque o ano é 2004, mas poderia ser 2013 e os braços estão abertos 
Tem barraca de milho, água de coco, 1 real pipoquinha e 2 "real" o pipocão! 

É Cinelândia pura folia 
Miséria, Riqueza, Chopp gelado e taquicardia! 
Essa maravilha do Rio pra todo lado. 



Ojuobá




Pode ser, pode ser...

Meu Avohai e minha mais nova, neste momento brincando juntos na mata da casa de mãe.
87 anos de diferença e parecem ser tão iguais, crianças
Delas meu coração é, do mais pode ser, pode ser...



Todos temos defeitos, e eles fazem da gente pessoas especiais, a olho nú ou não!

Negrett, eu, Marcos, André, Marcelo Batman e Ray, fechamento rapá, há mais de 2 décadas!

11/03/2013

Vida Noturna

Acendo um cigarro molhado de chuva até os ossos
E alguém me pede fogo - é um dos nossos
Eu sigo na chuva de mão no bolso e sorrio
Eu estou de bem comigo e isto é difícil
Eu tenho no bolso uma carta
Uma estúpida esponja de pó-de-arroz
E um retrato meu e dela
Que vale muito mais do que nós dois
Eu disse ao garçom que quero que ela morra
Olho as luas gêmeas dos faróis
E assobio, somos todos sós
Mas hoje eu estou de bem comigo
E isso é difícil
Ah, vida noturna
Eu sou a borboleta mais vadia
Na doce flor da tua hipocrisia

João Bosco

08/03/2013

Monza 89

Era 8 de agosto de 2005, em minha imaginação uma neblina insistia em se manter na estrada, já eram mais de 11:00 da manhã, eu pensava inseguramente. 
– E se na próxima curva eu não conseguir virar o volante ou quebre algo na direção e simplesmente eu voe pelos céus? ... Caindo diretamente naquele horrível penhasco na Rio-Santos... 
Será que será como no clipe de Gil com Bob Marley em que as nuvens se converteram em fumaças, eu viajando sairei pelo mundo a voar no meu Monza 89? 
Se assim fosse, subiria  muito alto para poder ver a bola da terra, passaria com cuidado quando estivesse voando baixo para não bater nos fios elétricos, desviaria das pipas que as crianças debicam, acompanharia os gansos rumo ao sul, passaria pelas praias que nunca pude ir e que sempre quis chegar, sobrevoaria a Amazônia e desligaria o motor 2.0 quando lá só para tentar conseguir ouvir o som das matas virgens, ligaria finalmente o aquecedor quando estivesse passando pelas montanhas rochosas canadenses, atravessaria raios e teria medo de não morrer eletrocutado, mijaria em cima de Nova York, sumiria pelo deserto no oriente com o banco de traz cheio de água pra beber, estacionaria em um dos lados da muralha da China e cavaria um buraco para por baixo atravessa-la, simplesmente perceberia que o grande vôo na verdade era meu e não de meu carro... 
ENTÃO:
Sairia pela janela a voar por entre as nuvens, desceria feito um jato e me contorceria para arremeter e seguir para todos os lados e oceanos, mexeria um simples dedo da mão ou o pé e mudaria de direção, prenderia a respiração e aumentaria a velocidade... 
Voar é permitido, possível PRA TI ainda não, por isso vou e voo...



06/03/2013

Machucados


Machuca o verso
Faz dele erro, em seu acerto.
Trauma as sensações todas,
Que vieram antes em mim,
Com elogios e tom de flores.

Aroma teu e nosso foi,
Trata logo de chutar todas as suas meias palavras
Não tarde em suas exclamadas infinitas
Não diga nada além do que eu não disse
Defenda sua loucura ante a minha

Sentado sentindo, infringindo suas previas sensações.
Repouse nos assentos ate que eu não mais seja
Enquanto eu me encanto, no meu canto.
Nada quieto, 
Certa é a dor.