28/12/2012

Quando for prefeito do mundo, 
vou por o amor nas matérias obrigatórias de todas as escolas! 
Darei certeza aos indecisos, 
Calarei os malditos.
Beijarei Deus de surpresa! 
De toda tristeza farei a lei do poema! 

André Luz

17/12/2012

Árvore passarinha


Não diga que não sei morar no ninho de um coração 
se não me vê árvore nem passarinho.




Tênis X Frescobol

Esse breve texto me veio por Camila Senna, de Rubem Alves, resolvi compartilhar com você.


Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: “Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: “Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?” Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.”
Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme “O império dos sentidos”. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra – é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: “Eu te amo, eu te amo…” Barthes advertia: “Passada a primeira confissão, “eu te amo” não quer dizer mais nada.” É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: “Erótica é a alma.”
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada – palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir… E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos…
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá…
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor… Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…
Rubem Alves



10/12/2012

Allegro non troppo.

Tem um mundo em cada um de nós feliz! 
Repleto de coisas boas, 
Não precisa apelar ou se curvar ao ego pra sorrir, 
Nada é preciso para ser feliz.
Quando o tempo não for mais contado 
Lembre-se em não ter sido demais contido.

Deus é a vontade, a paz que buscamos.



04/12/2012

Partido Alto lá!

Samba de Partido Alto, um dos mais belos modos de fazer samba, quando junta a patota
Piro!
O pescoço fica mole, e a mão esquenta.

Imagem do blog do Hebreu

Calmamente


O desejo dele me dominou e cresceu-se em meu medo
Querer e te-lo, não quero o meu desejo!

Meu amor foi e contorceu o vento da razão,
Tornando tudo que eu não queria mais belo.

E daí ele me teve, e eu fiquei feliz
Usada eu abusei dele e fui feliz.

Até que a brisa venha e não seja breve
Até que o peito dele seja minha sede.

"André Luz"

03/12/2012

Aff!

"Saibam ser maricões!
Meninas que nasceram errado
Mas que não querem se conformar 
Em seguir à lei da natureza".

Eleições 2012!


O campo do Jorge Leite em Quintino era um lugar onde minha infância possui vastas memórias, joguei minhas peladas, cascudinhos e todo tipo de brincadeira que envolvia bola lá, como éramos vizinhos da família Coimbra que era do Zico, era quase impossível não ser Flamenguista, meu pai tentou de tudo para que eu me tornasse Vasco, me fez festa temática, comprou camisa, levou aos jogos, mas sou Flamenguista sim, amo meu time, acho todos os outros lindos, alguns históricos, outros novos, todos tem muitas histórias boas pra contar, charme, beleza, saúde, oportunidade, os Clubes de Futebol estão longe de serem exemplos de evolução de nossa cultura, mas que seja, ao menos servem de mal exemplo.

Hoje tem eleições para Presidente do Flamengo pelos próximos 2 anos, que vença o mais competente a ajudar nosso time a se manter o maior do mundo, ao menos em números de torcedores.


Digo fé.

Não tenho religião, vou a igreja, oro
Dobro meus joelhos e agradeço.

Vou ao terreiro, nasci e cresci com agdavís 
Sangrei a mão no atabaque,
vendo Orixá dar seu ilê
e minha mãe Ossum chora o meu choro
Sentindo eu a abraçar.

Jesus; Bravo guerreiro,
um santo homem que sofreu por ser bom, forte e estrangeiro.
Escolhido pra cruz.

Deus que é a força toda
Sopra ao meu favor,
E o resto é trabalho e suor.
O astronauta, fez tudo em 7 dias,
você ainda não se ligou.

Entoo Mantra, rezo o pai nosso,
Minha religião é a fé do meu coração.
É sorrir aos irmãos.

Cabe tudo em mim Oxalá
Consulto a bíblia,
Penso sobre o que desdis Marx, Nietzsche...
Sonho com cantos, fundamentos em Yorubá.

Isso tudo por que meu Deus sabe dançar...

Mas desde meu pai de anel do dedo,
Salve sempre o meu São Jorge.






Tempo

No fim, todos envelhecemos
E o que nos restou foi viver.