30/11/2012

João Cândido - Chibata é caraleo!


O uso da chibata como castigo na Marinha brasileira já havia sido abolido em um dos primeiros atos do regime republicano, o decreto número 3, de 16 de Novembro de 1889, assinado pelo então presidente marechal Deodoro da Fonseca. Todavia, o castigo cruel continuava de fato a ser aplicado, a critério dos oficiais da Marinha de Guerra do Brasil. Num contingente de 90% de negros e mulatos, centenas de marujos continuavam a ter seus corpos retalhados pela chibata, como no tempo da escravidão. Entre os marinheiros, insatisfeitos com os baixos soldos, com a má alimentação e, principalmente, com os degradantes castigos corporais, crescia o clima de tensão.
Já em 1893, na canhoneira Marajó, um contingente de marinheiros havia se revoltado contra o excesso de castigos físicos, exigindo a troca do comandante que abusava da chibata e outros suplícios. Na época, ainda não queriam o fim da Chibata, mas a troca do comandante do navio, para evitar abusos. Definitivamente, não era normal receber chibatadas. E, para piorar, os oficiais extrapolavam o limite de próprio regimento da Marinha, baseado num decreto que nunca foi publicado no Diário Oficial, que estabelecia a criação de Companhias Correcionais que poderiam indicar a punição de até 25 chibatadas, mesmo após a Abolição da Escravatura.
Ainda na Grã-Bretanha, e depois, ao retornarem ao Brasil, os marinheiros que lá estiveram para acompanhar a construção dos encouraçados Minas Gerais e São Paulo, e do cruzador Bahia, iniciaram um movimento conspiratório com vistas a tomar uma atitude mais efetiva no sentido de acabar com a Chibata na Marinha de Guerra do Brasil.
Texto de Wikipedia: Leia http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_C%C3%A2ndido

28/11/2012

Campos vastos

Era domingo, começava uma nova era para eles, as cores tinham novos tons, a sensibilidade era nova, em relação ao infinito, em relação ao horizonte. 

Um reggae domingo, um jardim longo e colorido, com arbustos antigos e palmeiras novas que pareciam crianças pela grama, eu totalmente bem e me sentindo parte do que é Deus, sorri.


 Refugee camp at Rwandan, Tanzania, 1994. © Sebastião Salgado


A fé vai remover minhas montanhas!

Memória recente.

A foto lembra Ana Julia, uma menina linda que conheço, que voa!



22/11/2012

Vontades dão e passam.


seria tão bom se a sua que ta em mim a mil não deixasse passar
 eu dançaria forro no teto de palha da cabana mais bela
 na praia mais lua
 das estrelas mais abraçadas
 pelos beijos mais gostosos


21/11/2012

Domingo no Morro dos prazeres

Se não fosse essa borda brega que meu irmão Negret resolveu por nessa foto eu diria, imagem perfeita, hoje somos 4 irmão, que a vida deu de mãe beijada, e mão apertada.

Marcelo Negret o mais valente, dono de uma voz maior que ele, sempre querendo ser perfeito com o que vê, e meio incrédulo como o que o ser humano pode lhe dar de valor, acho que é o que quer ser nosso cuidador, um menino cheio de medo e com a maior coragem que já vi num homem, se sentindo maior que o mundo mas bem pequenino.

Jairo é um homem forte, observador e nessa arte ele se diverte e inverte passando a observado e inspirado, com seu jeito mais calmo e tranquilo de agir, talvez seja o mais progressivo, pois sua tração é mais forte.

Eu, André Luz, acho que nunca cresci, sou suspeito pra me descrever, não presto e faço tudo errado.

Marcos é meu irmão, aquele que o eu vejo e admiro, sinto a cada tempo uma sensação diferente com ele, hoje vejo Marcos como um novo representante de um gigante número de ancestrais, que sofreram muito no Brasil diante do mal feito na África, mas no aspecto geral Marcos é humanista, ta chutando  em todas em que o certo é o certo e cai de pau no errado, e nem se meta a tira-lo a razão.
Isso ainda um excelente ator, e digo sem corujices, o menino é bom.

O clube é esse, tem alguns que não couberam na foto, mas a vida ou este blog há de traze-los.
Desde de menino num tambor
Desde pequeno ouvindo e tentando entender o ritmo
Desde muito novo querendo por a mão na ciência do som
Mas gosto da palavra e esse amor é tanto que dói quando ela me mata
Esse sou eu, meu nome, pode ser qualquer hum desde que minha luz esteja nele.

20/11/2012

Propósito e ou Qualé


Talvez eu seja um missionário do meu próprio sentimento, quem sabe um visionário cheio de utopias pra tentar transpor em palavras, dar sentido sem ser notado demais, ou quem sabe sou só um engenheiro fazendo funcionar o errado do jeito certo, quem sabe um carteiro correndo dos cães que ladram, um garoto de vida fácil, ou carregador de peso, até mesmo um carpinteiro que molda armários e portas de madeira, como de costume, quem sabe eu não seja nada, coisa nenhuma, quem sabe eu seja apenas o sentimento que se pode ter por mim.
Quem sabe eu viva na roça com minha inchada e meus grãos crescendo pra fome, quem sabe dirijo o meu mundo num prédio nobre no centro comercial da capital, quem sabe eu fui tudo isso ao mesmo tempo, se minha memória fosse boa… nunca se sabe…
Talvez eu seja somente um sentimento, uma sensação que precisava ser extraída, a semântica, a cor da palavra, a imagem da sua dedução, quem sabe posso ser o que eu você quiser, quem não.



BarbeKill


... Minha mãe nem percebia que por traz do quarto todo rosa que meus pais decoraram com toda ternura, coraçõeszinhos pintados, estava uma Dark Punk Loka de mão cheia, revoltada com o sistema, fã de carteirinha de Sex Pistols e Dead Kennedys, meu nome é BarbeKill, meus pais diziam que eu me chamava Barbara, mas eu mudei logo isso desde o início... 
Minha vida funcionava num grande esquema...
Meus amigos me aguardavam na esquina, o sinal era meu pai apagar as luzes e assim 27 minutos depois, eu podia sair sem ser vista nem censurada, era a verdadeira sensação de liberdade, era a lua da madrugada nas ruas abandonadas, meu olhar brilhava, acredito que muitos que experimentaram essa sensação não puderam agir mais com indiferença depois das 21:00h depois da primeira vez...

Sempre quis tudo, absolutamente tudo a minha maneira, as vezes bizarra demais, até por exemplo a virgindade que eu detestava ter, se foi numa masturbação com o controle da TV assistindo Odeio Cris que eu amava, pensei que seria melhor me dar aos meus próprios sentidos, sentir a força do meu próprio pulso e impulso do que deixar com um piru qualquer, um simples garoto bobo, pra mim  homem é feito de carne crua e só, não gosto do que os homens são, no fundo todos os caras só queriam mesmo um "gozador" lubrificado, e uma vagina nova e fresca para jorrar, eu não queria dar minha primeira transa pra qualquer moleque e de fato isso de me dar foi ótimo, pois, depois pude realmente perceber sem traumas, como é bom se dar a quem se quer, sem medo de ser sacaneada ou qualquer coisa do gênero na puberdade. 

Eu sempre fui muito com a cara das pessoas, a franqueza que não é muito peculiar em minha personalidade, apesar de gostar da verdade nunca soube usala corretamente e paguei caro por isso, às vezes ficava em maus lençóis...

Certa vez ao ser presa no ano passado por furto a uma senhora de uns 40 anos que saía de uma loja de conveniência, o filha da puta do policial perguntou: 

- Uma menina tão nova e sem vergonha na cara, tu é viciada?
- Eu respondi que sim só para ver a cara dele de pastel, não foi uma boa idéia, tomei um cacetada nas pernas que doeu por meses e depois me levaram para um centro de reabilitação, a ironia era que eu nem mesmo fumava cigarro, bebida é água, não gosto de nada, acho que sou a única ser do planeta que não gosta de Coca-cola, nem de sucos coloridos, nem de refrescos dietéticos, água é um barato, é barata, mas não adiantou explicar depois que só queria dinheiro pra pagar uma aposta de subir o Pão de Açúcar, eu não era marginal que não poderia deixar de viver na sociedade, eu merecia uma coça da minha mãe e um castigo sei lá.

Hoje me encontro aqui, internada na Clinica de Todos os Santos no interior do RJ, perto do fim do mundo, o faxineiro disse que estamos próximos a Porciúncla, uma vez soube por minha avó que uns primos moravam pra essas bandas, mas como eu era do subúrbio do Rio em Engenho Novo, não conhecia nada aqui, tinha um morro e o sol caía lá todo dia, eu dizia que lá acabava o mundo, pois a noite aqui não é legal, tem horas que não me importo, mas é meio vergonhoso se ver aqui, mas ao mesmo tempo me engrandece muito perceber que não sou louca, ou será que sou? Será que fiquei?

Nem mesmo meus pais quiseram me visitar, minha mãe veio com meu irmão uma única vez, ele me olhava com cara de raiva e ela chorava e passava a mãe em meuy cabelo, depois que chorou levantou e foi embora, disseram a assistente social Iracema que virou minha mãe, em quem compra minhas coisinhas simples, uma saia, um batom, que a educação que recebi não cabia tal comportamento pediu aos berros que me dessem o melhor ou pior dos corretivos para que eu saísse daquele local realmente sabendo diferenciar o que é certo e o que não é na vida, deram carta branca pra me castigar, descobriram minhas saídas na madrugada, caiu tudo de uma vez e eu estava num hospício dopada.

Pois bem, estou aqui a alguns dias, algumas semanas, alguns meses eu perdi a algum tempo a noção do tempo, era dia e noite e domingo que só ficavam os plantonistas.

Pela manhã ganho um copo de café com leite sem açúcar duas bolachas murchas , prefiro pensar que estão macias, e uma injeção de cor avermelhada que queima a pele da minha bunda, fica como se eu tomasse um beliscão forte, a enfermeira que parece um carrasco, ela não ri, não se comunica, parece medieval, só diz:

- O remédio é para me fazer melhorar Barbe
(todos me chamavam de Barbekill até aqui).

- Eu dia a ela: Melhorar o que? Não tenho nada de errado, meu único erro foi mentir quando o guarda que me perguntou se eu era viciada, minha vida ficou toda revirada, perdi minha casa, perdi meu olhar, mas mesmo assim eu tomo teu remédio, se estou no hospício é melhor eu me endoidar.

Lá pelas 09:00 já estou nas nuvens, tudo fica meio desfocado, outro dia um menino bateu com minha cabeça na parede e eu não conseguia para de rir.
Acho que estou apaixonada pelo faxineiro, acredito que os médicos pensaram que eu estava piorando, me puseram numa ala avançada, isso mesmo área afastada de todos os outros malucos nível médio, era engraçado, pois eu tinha um pinico e não conseguia pega-lo a tempo da vontade, a roupa era trocada quase todo dia, infelizmente as injeções se repetiram agora em 2 turnos e não eram mais vermelhas, eram brancas, o que fazia minhas noites serem um pouco desconfortáveis, não conseguia pedir ao enfermeiro que comunicasse meus pais sobre o que estava acontecendo, pensei quanto tempo deve demorar em eu sair daqui?
Quanto merece sofrer uma pessoa, se mijar é um castigo eu pensava ou será que é uma terapia, tinha menos de 15 anos e já era maluca, minha tia ficou doida com 32, será que tenho defeito, será que esses remédios vão me curar, o que é me curar? Como saberei se estou normal, tenho a sensação de ter perdido o eixo e isso às vezes me deixa angustiada, pois quero ser alguém importante quando amadurecer e deixarem sair daqui, meu Pai é reformado da Marinha e sempre falava que queria a filha dele vestida numa farda branca, será que um dia vestirei a farda? E se eu me mijar na farda, será que também vão me dar injeções brancas ou vermelhas?

Perdi a noção do tempo e minha cabeça agora só responde e esclarece as perguntas que eu mesmo faço e ninguém me diz o que é certo, ou o que é errado, o mundo parece que acabou, o doutor só me diz que estou em tratamento e não posso cuspir quando falo, que devo pegar meu pinico quando quiser fazer minhas necessidades, mas isso eu sei, ele não percebe que eu sei, mas não estou conseguindo, eu explico a eles que o remédio me confunde e eu me perco e eles dizem que é normal, que logo-logo eu vou pra casa e voltar a estudar, mas não me olha nos olhos, fica o tempo todo olhando e escrevendo, só me olha quando examina, sou só um corpo.


Um dia a mulher que nem cheguei a roubar bateu no hospital foi a minha  Ala visitar-me, ela estava vestida de branco como todos e começou a me contar como era a vida de verdade...



06/11/2012

Origem existe?



O Carnaval teve origem nas festas em que os gregos e os romanos comemoravam suas colheitas (saturnais a 17 de dezembro e lupercais a 15 de fevereiro). Muitos séculos depois, a celebração acabou tornando-se uma brincadeira típica das cidades. 


No Brasil, o Carnaval foi introduzido pelos portugueses. Seu nome era entrudo palavra que vem do latim introitus e que designa as solenidades litúrgicas da Quaresma. 

O Carnaval daqui foi, até a metade do século XIX, uma festa de muita sujeira e molhação. Os escravos a festejavam sujando-se uns aos outros com polvilho e farinha de trigo, ou espirrando água pelas ruas com o auxílio de uma enorme bisnaga de lata. 

As famílias brancas, refugiadas em suas casas, brincavam o Carnaval fazendo guerras de laranjinhas, pequenas bolas de cera que se quebravam espalhando água perfumada, ou então, jogando de suas janelas um líquido não tão cheiroso na cabeça dos passantes. 

Por isso as pessoas evitavam sair às ruas durante os dias do entrudo. Isso fez com que os bailes de máscara, realizados apenas para a elite durante o Primeiro Império, e, a partir da década de 1840, para a classe média, fizessem muito sucesso. 

Nesses bailes, que eram pagos e feitos em teatros e hotéis do Rio de Janeiro, não se dançava o samba, mas sim o schottische, as mazurcas, as polcas, as valsas e o maxixe, que era o único ritmo genuinamente nacional. Somente em 1869, quando o ator Correia Vasques adaptou a música de uma peça francesa e deu para essa adaptação o nome de Zé Pereira "mesma música que é cantada até os dias de hoje", apareceu a primeira música de Carnaval. Até então, todas as músicas eram instrumentais ou em outro idioma. 

O carnaval da rua, entretanto, quase não existia. Tudo à custa da violência que tinha o entrudo [há no Recife, atualmente, uma brincadeira sobrevivente do entrudo que se chama mela-mela]. 

Alguns jornalistas da época começaram a estimular a criação de carnavais que imitassem os de Roma e de Veneza, onde as pessoas saiam às ruas fantasiadas para tomar parte no corso ou para realizarem batalhas de flores ou de confete. 

Um dos jornalistas que defendia ardorosamente esta forma de Carnaval era José de Alencar, o qual escreveu na sua coluna do "Jornal Mercantil" do Rio de Janeiro, às vésperas do Carnaval de 1855, a seguinte frase: "Confesso que esta idéia me sorri. Uma espécie de baile mascarado, às últimas horas do dia, à fresca da tarde, num belo e vasto terraço, com todo o desafogo, deve ser encantador". Foi assim, após uma campanha dos jornalistas contra o violento entrudo e a favor do elegante Carnaval veneziano, que os desfiles de rua começaram a acontecer. 

A partir daí o Carnaval pode ser dividido em dois tipos distintos de manifestação: um, feito pelas classes mais ricas nos bailes de salão, nas batalhas de flores, nos corsos e desfiles de carros alegóricos; outro, feito pelas classes mais pobres nos maracatus, cordões, blocos, ranchos, frevos, troças, afoxés e, finalmente, nas escolas de samba. 

Assim, caótico desde seu princípio, o Carnaval brasileiro é também marcado pela divisão das classes sociais. 

Atualmente, tanto nos desfiles das escolas de samba do Rio e de São Paulo como nos festejos do nordeste, esta divisão ficou um pouco mais sutil, o que tornou o carnaval mais democrático, mas ainda há lugares em que ela persiste. Na Bahia, por exemplo, só pode desfilar em alguns dos blocos quem tem dinheiro para pagar pelo abadá, ou nas escolas de samba do Rio que passam por um processo de embranquecimento e de comercialização, há, vez por outra, lugares onde apenas aqueles que tem dinheiro podem brincar ¿os camarotes dos sambódromos do Rio e São Paulo são uma demonstração clara dessa divisão. 

Renato Roschel 
(Banco de dados da Folha de SP) 


Bum!

Existem momentos em que agente fica com alma de criança, 

querendo andar pulando e rindo pra todo mundo, neste dia... 

Que toda energia positiva que existe dentro de você

se abra 
e exploda em alegria. 


Tudo que o mestre mandar


- Óra, óra André, você não vem aqui com propósitos... 


Sem perceber acabei definindo vários propósitos, na verdade o meu intuito não é outro além de poder por uma palavra depois da outra, 
dar sentido moderado e ainda usar imagens para auxiliar na "viagem" de cada um,

não falar muito de mim e ao mesmo tempo ir me contando... 
pois bem... 



Então agora mesmo eu venho é pra dar um grito de alerta ao mesmo, acordar pro meu espírito infantil, aquele que não põe medo ou sente vergonha, a essência minha que não se cansa nem quando o corpo não responde mais, o que jogava a bola de forma feia e corria no antigo campo do Jorge Leite no Bairro de Quintino e junto com meus colegas gritávamos Goooooooooooooool!!!!! 



De Tudo Hum Pouco!

05/11/2012

Fogo único


Enquanto ela irrita,
Ele estupido cheiroso.
Depois que ela é nociva,
A briga ferida é florida.

Se espalha feito vacina,
Ferve e escorre,
Dos olhos sangue nas veias.
Pra essa raiva estranha,
Cheia de manha, cheia de manha.

E faz dois...
Duas bombas
Fogo único.


03/11/2012

Descortinando miragens


Essa janela aberta não tem você vindo na paisagem, 
meu sonho, 
linda miragem.

Vou fazer dessa janela uma nova porta 
e passar pra não fazer mais de mim 
somente o seu esperar.