26/10/2012

Vasto Vazo


Quando disse que vinha,
De repente surtou meu sorriso
E quando não veio
Levou o bufão que me beijava.

Deixou um vaso cheio de dor;
Um corpo vendo estrelas;
O  violão, a cachaça do seu pai
E a vontade de vontade à vontade. 

Vou procurar meu sorriso
Dentro desse vazo
Acho,
Jogou lá para não guardar.

24/10/2012

23/10/2012

Feliz se dá de...


Sensível e delicada, 
absolutamente efêmera. 
Alegria só se mostra depois que vai embora.

14/10/2012

Com o domínio das emoções



Saudade
Palavra que quase me adormece
Sentimento que quase merece ser sentido
Estúpido cupido

Puta da memória
Lá de longe vem pra me lembrar,
A lembrança atravessava aquela rua,
A lembrança tinha algo a me falar.

O início e os tombos,
Os cortes das sortes,
ô sorte...

Nem me ouvi direito,
Abraçado em canções viajo em minhas lembranças.

Elas são belas,
Audaciosas,
Elas todas em erva de cheiro
Pitorescas lembranças dela se demoram e enamoram
Tudo que eu lembro em fontes
Vividas para que sempre chegue exata e imprevisível
Hora certa dizei-me

Não me lembro de mais de outra dor...

... Sai daqui saudade,
é preciso ir,
sai daqui saudade,
que preciso ir,
sai daqui saudade,
eu preciso,
sair daqui, eu preciso da saudade

Eu sei, ainda me lembro bem, eu sei.

07/10/2012

Dor, 
Deveriam inventar um remédio infalível 
Que acabasse com toda forma de dor 
Que reconstituíssem meus nervos abalados 
Que diminuísse só um pouquinho minha dor nas costas 
Só um pouquinho... 

04/10/2012

GRuuuoo


Onde olha a coruja,
Coruja dorme.
No galho o pescoço girado,
Misteriosa, sinistra e calada
Fica
Forte e penetrante
Olha
Voa quando anoitece
Abre as asas quando enlouquece
Como é viva come.
 

Talhando um ideal de amor
Construindo injustas prisões
Grandes olhos feito grossas grades

Perdendo tempo aprimorando
Lapidando o gosto
Quando devia gozar
Um com o outro

E construímos uma delicada harmonia
Nesse efêmero e descolado contemporâneo
Onde negamos mais que permitimos
Onde todo tem virtuais direitos

A rede social fóde com o amor de todo mundo
Assombra a estabilidade dos amantes
Que inconstantes paixões assoviam
Na casca grossa que vira a vida.


Não podemos esmorecer
Sem amor próprio perdemos o brilho da vida
E sem reluzir é pouco o que pintar por aí.

Pegue uma carona no tempo que sempre tem vaga. 
Afinal, pouco que nos resta além da saudade.


03/10/2012

Rua nela!


Lasciva
Mais sangue que carne viva
Olho da vontade descabida
Rasgo do vestido vai até o canto da boca
Louca assumida, arrasa quando passa, cheiro de atrevida
Na pele registros, marcas, roxos, casca polida exibida
insegura se assegura dominante do vento levante
Amarga e formosa menina.

02/10/2012

Dobre o coro antes deu chegar!


Minha língua é de crioulo
Minha mão é de negão,
Minha bunda bonita só preta charmosa feito minha mãe tem.
Meu corpo é africano,
Meu pau também é tiziu!
Minha musica ah, minha canção exala o cabelo duro que jonga!
Sou a cor que você for capaz de me enxergar,

Meus ancestrais vieram abençoados por oxalá!




Batia o maço de cigarro no dedo
Um só o caía
Uma musica o ouvia,
Na aba do rosto que não se via.



01/10/2012


Enquanto o vinho baila na minha boca
Porra boca loca um pouco a mercê.
Eu nem sei mais de mim além de você.