25/09/2012


Atire-me
Devo aguentar vivo, te duvido...
Descarreggae o tambor
Até a cangalha enfumaçar
O ritmo, a vida.

Ruflo forte,
Treme terra!
Um sul querendo ir pro norte.
A fera é muito mais bela.

Há os irmãos armados
Munição pra todos me acertarem.

Abafando o centro do meu hemisfério
Sério!
Feito o sol, feito o sal, feito o certo.
Feito a luz, feito a seda que repousa nua.

A verdade me esculhamba e te encanta
Santa verdade, imaculada maldade.

A verdade é feito flor com espinho doído
Espinho doído dos afoitos,

A calma pertence ao tempo e do som a pausa, o silêncio.

A força;
É me abraçar por mais de 5 segundos
E te deitar.

08/09/2012

Não sou o mergulhador valente, sou a água que o recebe cheio de coragem.
Eu acredito na força da união, na concentração e na liberdade como chaves de uma vida produtiva, vivida e sabida.
Queria tocar esse tabu 
que parece ser sua boca, 
até que ninguém nos ouça.
O desamor é sem cheiro, o desamor é sem gosto, o desamor é branco sem brilho, o desamor nasce no diafragma e não tem vida.
O querer que é como sede, me mata de tanto viver! 
Disseram me segura a onda! Eu mergulhei fundo nela e segurei!
Os pedaços do amor que ele deixou rasgam minha boca feito o tapa que implorei!
Na minha estante de menina tem cores brilhantes,
nobres amantes e esquina. 
Depois de certas manhãs, certas manhas de menina. 
Saia e alcinha.
Me falaram cuidado com os homens, eu sorri pro destino ser simpático e sou negro!