08/07/2012

Rápido.


Um dia estava eu andando no calçadão, eram uma 6 horas da tarde, estava escurecendo ainda, eu indo pra casa tranqüilo, ausência de dor é algo tão bom, daí vem à tranqüilidade, da ausência da dor… Mas seguia eu pelo calçadão, olhando as lojas as pessoas e seus formatos, uns e outros, olho e logo gosto ou não do que vejo, já outros penso que como será que existe a pessoa? Mas sigo assim a olhar os objetos plásticos das lojas do calçadão, de repente: 
Paro na pipoca, pego um pacote gigante com tudo que tem direito, no capricho, sigo e vôo, ao som no mp3 de Abraxas, me isola do áudio da minha cidade e fico só com a imagem, estava mágico!
Paro no ponto, já havia 30 minutos parado e nada do ônibus aparecer, quando de repente: Aparece 
a Nívea uma menina adulta, havia ido a alguns shows meus na época em que eu tocava trompete com o Circuito Baixada Jazz, bons tempos, ela namorava uns caras estranhos, todos mal encarados, mas havia um que era dos nossos, o apelido dele era águia, só lembro-me do apelido, o nome devia ser Marcelo ou Alexandre, cresci numa geração em que todos se chamam Marcelo e Alexandre, e por falar em nome e falo mais ainda do significado, linda Nívea, significa branca com a neve. Reconhece que a excessiva preocupação pelo dinheiro é contra producente. É file e exige que seja tratada com deferência. Com Freqüência, mostra seu desinteresse pelo trabalho.

Nívea achegou no ponto de ônibus, finalmente iria ter a oportunidade de cumprimentar aquela jóia, seu olhar parecia de uma pantera, sua pele era toda certa com seu corpo, as curvas faziam o sentido da perfeição da anatomia humana, era uma espécime rara, a boca era desenhado com capricho de gerações de bocas graciosas, o corpo era grande, os braços terminavam nas unhas cumpridas e parecia mesmo a harmonia em pessoa, o cabelo curto, quase pouco, na verdade a medida exata para aquela cabeça, que caía como uma luva naquele olhar de pantera, linda, vindo com um leve sorriso me encarando e andando, queria congelar aquele momento e repeti-lo pelo resto da minha vida, Nívea me beija dando um rápido oi, pergunta como vou, engasgado, eu só consigo sorrir, espera que ela sorrisse também, mas ela surpreendente como só continua a falar, parece uma música me trazendo o transe da paixão, ela diz: 

- Finalmente você fala comigo hein!

Aquilo colocou meu ego em marte, pegando fogo, mas ao mesmo tempo foi bom, pois tinha que conduzir aquele momento, não podia deixar sair sem desfrutar um pouco mais da áurea da Nívea, disse:

- Pra onde você vai?


- Vou encontrar meu namorado. E você?


-! . Você está muito bonita (um vestido tipo seda até os pés e uma sandália de fetiche), ta linda, seu namorado deve mesmo estar ansioso te esperando (falei merda)


- (Nívea) É a primeira vez que vou ao trabalho dele, conheço pouco ele também.


- Você me conhece pouco?(essa era minha tacada, se ela me desse um fora já era, se mandasse o troco, eu tava feito…).


Ela deu uma gargalhada, muito mais alta que aquele timbre suave e rouco de voz, me deu um susto na verdade, 

pois de tão intenso não dava pra perceber qual foi à reação definida dela além da gargalhada, e continha uma imagem fantástica que eu pouco conhecia, voltou ao leve sorriso do canto de boca sem nem ao menos dizer mais nada, o ônibus dela vem, ela diz:


- Vem meu ônibus, vou embora tchau.


Eu fiquei desesperado, passei a mão na cintura dela e disse – Fica.


- Ta bom, só esse ônibus, o próximo eu vou ta.



- Ta bom, obrigado, queria te pedir desculpas por ter falado essa gracinha, não quis te ofender.



- Que nada, eu te acho mó gatinho, mas eu tenho um compromisso agora, depois à gente se encontra.



- (Carára) Mas eu não tenho seu telefone.



- Eu não tenho telefone.



- Nem eu!
(os dois) Ha!Ha!Ha!Haha!



Ela voltou a me assustar com a gargalhada, eu pensei por um triz, mal a conheci e já encontrei um defeito, mas um defeito no meio do paraíso não tem problema algum, enfim



- Como é seu nome de verdade, você lá tocando corneta nem cantava!



- Não é corneta é trompete!



- Parece tudo igual, mas o som que você faz é bonito, eu ouvia, adoro ir lá ao bar do Nonato.



- Há, lá no Som Vivo?


- Sim lá é maravilhoso.
Olhei tenramente em sua direção, era o tudo ou nada, ela era pratica e sem pudor, me abraçou e tascou um beijo molhado, cheio, vigoroso, daqueles de acabar com qualquer coisa que estejas pensando, entrei naquele beijo como quem mergulha de um precipício para cair no mar, eu nem vi mais o tempo passar…





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