31/07/2012

Assédio!

Mas quando você não se quiser mais, se dê um pouquinho pra mim...

De Wilson das Neves - Assédio
    Tracey Chan art -  eyes

30/07/2012

Supondo o céu



Por que de tanta poesia?
Deve ser por aqui quando anoitece,
Na lua é dia!

Supondo o céu.

29/07/2012

ACORDA!


Acorda que a corda está te enforcando!

Abra os olhos, leia bons livros!
Não permita ser usado!
Não de poder ao insanos!



Felinamente

Garra em suas garras,
se tens agarra.


Depende do tempo, não de nós!

Abraço é um gesto delicado
envolve uma vontade e dois desejos
querência em cortejo,
respeito encostando no peito
paz do abraço
intimidade
troca
ainda assim depende do tempo do abraço, 
que se demorar...


Nas cinzas da dor do meu peito
brota
a arte que me suporta
e a ti devora.

Nas cinzas da dor do meu peito
brota a arte
me suporta e a ti 
devora.

Tempo de fazes


Não da tempo de esperar a primavera
A sempre viva precisa nascer dentro de mim
E eu ser seu par de brincos

A solidão do inverno,
O frio que faz nos meus dias eternos
Fazes 

Eu não me conformo com as estações
Queria você o ano feito de verões.

28/07/2012

Promessa de campanha sem voto!

Quando for prefeito do mundo, 
vou por o amor nas matérias obrigatórias de todas as escolas!

Darei certeza aos indecisos,
Calarei os malditos.
Beijarei Deus de surpresa!

De toda tristeza farei a lei do poema!




27/07/2012

Úummm

Olhar do desejo
Sem pudor ou medo
Corpo que aquece e enlouquece
A saliva que para na boca umedece

O tesão me deixa com mil mãos
Mil pernas
Dez mil dedos afoitos
Audazes em busca de anéis em saturno
Erótico tabu, o meu pensamento nu! 


Como assim?

O drama tem rimas, notas completas, belos falsetes, jargões e refrões que me libera para expor-me sustenido e assim me faz poder vir e no andreliteral@blogspot balbuciar algumas meias verdades afinal, o que seria de mim sem elas, pois, em meu continuísmo sou pura verdade, assim necessito transportar pra cá minha mentira, aquela mentirinha que seu contasse pra quem não conhece certamente viraria a verdade, e a verdade é que eu não conto mais falsas verdades sem drama, me incomoda como a fome e assim invento uma estória que vivi em meus mundos vizinhos e distantes ou que ouvi na fila do banco  e até mesmo que senti no clima e que venho aqui, não rimar e não te fazer rir claramente a ponto de ter dor na barriga, mas ao menos sugiro um leve suspiro, eu me contento com muito mas abro muitas exceções, uma humilde ou até metida puxadinha de canto de boca que certamente nos faria menos ansiosos, e é assim com a minha bateria acabando ponho o fim no lugar devido, sem drama, esse é o meu drama.


26/07/2012

fiu fiu fiu


Virei passarinho
no vento eu sigo
bato asas
vento convém 

cuido de meus pequenos 
depenados querendo ninho
e quem sabe mais 
vida

Mas se os bons ventos me trouxerem o por sol junto a asa dela

posso voltar a voar pelo céu do amor
longe dessa paz...

Não to pra gaiola 
ração ou pedido de canto meu

apenas voar sossegado pelo céu eu.

25/07/2012

srsrs

Belo sorriso acaba comigo, 
é como perfume do olhar!


Foto do site: http://www.pierreverger.org

Sopro


Até o mais solto passarinho precisa pousar pra amar.




Proteja se!


Esse é o caminho professores?

Venho trazer minha indignação com a classe de professores federais e o governo, o ministério da educação, que juntos, deixam meu filho sem estudo ha meses, aluno da IFRJ um garoto de 15 que não pode ir pra escola pois os professores em greve se recusam a trabalhar, o governos se recusa a negociar, mas meu filho é que perde o ano letivo, e vadiar é a unica opção dessa multidão de crianças no Brasil.

Tenho amigos professores, provavelmente alguns deve até fazer parte do movimento, que acredito ser justo, até o ponto de não f... com a vida de meu filho, que é brasileiro e tem direito ao ensino, assim como o professor tem direito a ter direitos.

Acredito que os grevistas deveriam ir diariamente manifestar ao invés de estar em sua casa, ir pra porta da escola, ir pra sede do poder publico, mas ficar de casa, esperando o milagre, indo a casa 15 dias numa assembléia decidir se continua ou não o marasmo, deixa tudo fedendo, fede governo, fede a educação e quem cheira mal é o qualidade intelectual da nação.

O poder do concursado é absurdo, tão nocivo quanto qualquer Cachoeira(com as devidas proporções), tão sem sentido quanto aos privilégios parlamentares proporcionalmente falando.

Pergunto aos mortais, se eu fizer greve aqui em meu trabalho, terei meu emprego?

Se cada cidadão trabalhador, decidir dessa forma reivindicar, teremos um bom país? Esse é o caminho professores?

24/07/2012

O que te faz sentir saudade é só seu e de mais ninguém


Quero usar esse domínio para lembrar de um grande amigo, Marcelo Ameba, ou melhor, Marcelo Paraíso Sarmento, um moreno americano magro e alto, com sua voz rouca e sua preguiça nata, vinha sempre a minha casa, nos conhecemos em 88, foi fácil gostar dele, sempre havia um sorriso enorme e espontâneo para mandar pra gente, preguiçoso feito uma porra, filho mais velho de um ex-lutador de Boxe e uma dona de casa de olhar triste (que ele puxou), eu nem dava conta de como era bom ir até lá na Rua do Encanamento no Bairro Califórnia e ficar na varanda esperando ele, enquanto tomava banho pra gente sair e dar um rolê, ir pra escola.

Realmente queria descrever com belas palavras tudo que sinto por esse irmão que se foi, agora as imagens soltas em minha memória, só me lembro de sua gargalhada. O resto se foi...

... Saudades do Ameba, espero um dia nos encontrarmos e continuarmos nossa ultima conversa.





21/07/2012

Como.


Vejo um olho, é o olho dela,O outro olho é o meu pra ela.Com os dois fico na janela esperando ela,Lembrando e esperando sinto o gosto.O gosto de lembrar do gosto dela,Mas não como.





19/07/2012

Charles Bukowski


A dor é uma coisa estranha.
Um gato que mata um pássaro,
um acidente de automóvel,
um incêndio...

A dor chega,
BANG,
e eis que ela te atinge.

É real.

E aos olhos de qualquer pessoa pareces um estúpido.
Como se te tornasses, de repente, num idiota.

E não há cura para isso,
a menos que encontres alguém
que compreenda realmente o que sentes
e te saiba ajudar...


18/07/2012

Finalmente um romance Vai Cagar!


Já era feio desde pequeno aquele bebê franzino... Todos olhavam e não conseguiam elogiar, alguns mais ousados diziam. - Neném que nasce feio depois fica que lindo não é? Dona Nelma triste chorava ao ver tamanha feiúra estampada no sorriso de seu menino de um ano, na festas as crianças na hora de cantar os “parabéns” simplesmente olhavam para o menino e não para as velas decoradas, e assim Gilberto Silva de Aroeira crescia... 
Aos seis anos foi para a pré-escola, obviamente não deixaram passar em branco os primeiros anos da vida daquele garoto, seus colegas caçoavam dele com apelido como Cabeça de Ovo, pois realmente sua caixa craniana parecia um ovo, esquisito, marreco, e na adolescência veio o singelo apelido colocado pela sua primeira paixão! 

Tonto de amor aos 12 anos ele não resistiu e ofereceu sua merenda para a colega de cadeira e a mesma em alto e bom som proliferou o que seria o seu carma. 
– Vai Cagar Gilberto!
Todos riram, até a professora de matemática não conseguiu se conter e assim todos os chamavam de Vai Cagar, piro era quando alguém novo chegava na turma da rua ou na escola e questiona o porque do apelido, sempre diziam estórias absurdas para justificar esse singelo nome... Assim os anos se passaram e aquele apelido insistente o seguia, virgem e agora com 17 anos sonhava quer tudo fosse se acabar no quartel, estava já com seu alistamento militar encaminhado e até o cabelo ele já cortava como soldado, franzino, com os dentes trepados, um sobre o outro, tinha no máximo um metro e meio sua pele era cheia de cicatrizes da catapora que teve aos 10 anos e que insistia em deixar marcas que ninguém tinha mais, assim Vai Cagar andava pelo pátio da escola, pela rua onde morava, por todos os lados com seu rádio de pilha e seus fones de ouvido, sempre a escutar a rádio relógio, pois, pensava que ali desfrutava de toda a curiosidade e conhecimentos que não eram mencionados nos telejornais, sabia que seu sucesso se deveria tão somente a inteligência, pois com sua ausência de beleza, nunca conseguiria um olhar atraente, e Vai Cagar não gostava de qualquer mulher não, jurou que se casaria com alguém por amor e que queria uma mulher muito bonita, pois, seus filhos não iriam padecer do mesmo sofrimento dele e assim ele cresceu só, pois as meninas que ele ousava olhar na maioria das vezes fugiam dele como o diabo da cruz.

Mas Vai Cagar foi para o quartel, lá era apenas mais um ninguém desapercebido. Na cultura de carreira militar, gozações e implicâncias faziam parte do dia-a-dia e assim Vai Cagar se formou o Soldado Aroeira, os melhores amigos o chamavam de Gil e ele nem lembrava mais que tinha tido uma infância terrível e altamente depressiva. No dia da festa de formatura Aroeira, ou melhor, Gil, quer dizer Vai Cagar era todo sorriso, suas sete irmãs paqueram os outros recrutas e sua Mãe Dona Nelma chorava discretamente para não desmanchar a linda data comemorativa...
... Quando de repente entra pelos velhos portões do 13O. Batalhão de Tiro de Guerra do Exercito uma mulher linda, com a pele negra e os cabelos cacheados caindo pelos ombros, um sorriso natural nos lábios e um andar que mais parecia um desfile, naquele momento tudo parou na vida de Gilberto, a corneta de chamada para formatura passou desapercebida e tudo o mais não tinha a menor importância, aqueles 10 segundos impactantes ficaria registrado como sua verdadeira paixão a primeira vista, para surpresa do Soldado Aroeira ela era irmã de um de seus melhores amigos... Pouco se falava sobre irmãs no quartel até porque ninguém queria ser chamado de cunhadão, ou qualquer “pilha” do gênero. Por isso assim seguiu ela passando por entre suas irmãs e jogando um leve sorriso em sua direção, suas pernas tremeram, sua irmã mais nova falou.

        Hííí! Essa baranga ta de dando mole Vai Cagar.
        Vai Cagar é o caralho Deolinda nunca mais me chame de Vai Cagar, se não toma uma bifa!
        Calma aí rapaz, você sempre foi chamado assim e nunca deu chilique!
        (Sua Mãe) Querem calar a boca, Gilberto Silva o moço lá na frente está te chamando, vá se ajeitar e vamos deixar de briga quer vocês são irmãos, e não chame mais seu irmão dessa desgraça de apelido, seu nome é Gilberto Silva Aroeira.

 Gilberto não parava de pensar naquela mulher, enquanto faziam as formações, cantavam os hinos para concluírem a formatura, pegavam seu certificado e apertavam a mão do General que tanto o fez sofrer, nada mais era importante ante aquela figura reluzente que entrou pelo seu coração. Sincronizadamente quando termina a cerimônia e os familiares começam a parabenizar seus recrutas começa uma chuva fortíssima, raios e trovoadas que pareciam bombas a despencar dos céus, suas irmãs negras com os cabelos escovados se desesperaram e correram feito loucas para a marquise mais próxima, ele sagazmente se aproxima do seu amigo e irmão de sua paixão a primeira vista e diz:

 -         Vamos entrar no galpão, ninguém vai brigar, temos que nos proteger desses raios.
 -    (Seu amigo Soldado Ernesto) Não Gil, se o sargento pega agente lá tem cadeia e eu não vou puxar cadeia de quartel no dia de minha formatura, quero ir pra casa que tem churrasco, mesmo com essa chuva.
 -         (Entra em cena Jurema) Há Carlinhos, eu vou pra esse galpão sim, to morrendo de medo doas trovões e dos raios...
 -         (Bmumumumumum)

E ela de repente pega na mão de Gilberto e fala.
 -         (Jurema) Vamos pro galpão, meu irmão não tem medo mais eu to apavorada!
 -         Claro (disse Gilberto com taquicardia).

E saíram correndo atravessando o campo de entrada do quartel. Ele nem sentia a chuva sobre a farda novinha e muito bem passada, suas mãos tocava pela primeira vez uma mulher, e ela é quem o pegou de assalto, era felicidade demais num só dia, todos os pedidos estavam sendo realizados, valeu a pena tanto esforço e calma aturando todo tipo de humilhação por ser feio, quando de repente ele se lembrou que era feio, um raio parecia que tinha certado seu lado mais belo e ele parou no meio da chuva e perguntou a ela já de cabeça baixa?

-         Você não quer voltar? Acho que acho ta diminuindo?
-         O que?

Um Raio estoura feito um rojão a 20 metros deles e ela o agarra e começa a chorar, todos começam a correr para dentro do galpão, ele fica abrasando ela por alguns segundos, era o que precisava para retomar o fôlego e agir.

-         Vamos, vem corre que agente vai sair da chuva, você já está toda molhada e pegou firme na mão de sua amada, sem perceber era ele quem a puxava agora, ela ia se sentindo segura com aquele soldado, quando de chegam na porta do galpão várias pessoas já haviam entrado também, todos com o corpo totalmente molhados, nada importava mais...

-         Qual o seu nome?
-         Jurema, feio né!
-         É o nome mais lindo que já ouvi na minha vida...



Comeram minhas idéias!


Excluíram-me da poesia, sumiram meus versos, bloquearam tudo!

Trancaram meus campos vastos e meus simples assuntos cotidianos, não deixaram nem minhas rimas,
Estou sem rimas.
Nada de cordel, poema infame ou infantil, estrofe ou até refrão.

Expulsaram-me da poesia,
Comeram minhas idéias e frustrados sem se vitaminar em minhas palavras confusas
Diarréia com minhas palavras, todos terão!

Fraude literária, pilantras das palavras.
Processos de cassação de meu direito de pensar!
Não mais existirei,
Será que é o fim?

Cairei no esquecimento pra dele surgir apoteótico?
Parece-me viadagem...
Não anseio por surgimentos apoteóticos apesar deles existirem e serem 
para nossos egos eficazes.

Mas,
Vagar pelas conjunturas das atuais exclusões literárias me remete a vezes em que não declamei poema algum,
Pois os sábios falavam besteiras aos meus ouvidos
Pois os lábios banhados de ternura seguravam um cigarro que já em guimba charme fazia.

E assim me excluíam
Filhos da puta da arte.
Um dia tomo tudo de volta.



17/07/2012


Um dia ele veio, olhou para os dois lados da rua e atravessou, correu um pouco para que o ônibus não o pegasse, conseguiu pegar seu ônibus e seguiu seu caminho ao velório, era mais de 10 da noite e ainda tinha meia hora para chegar a capela de Santo Agostinho, lá que estava ele, aquele momento não podia deixar de ser observado, sentido, tentado compreender, finalmente o ponto de descida chegou. Ele levantou, puxou a cigarra para parar no próximo ponto. Desceu e correu para atravessar a rua sem a partida do ônibus e conseguiu, sendo que vinha uma moto e quase o surpreendeu com buzina fina e estridente que realmente quase o faz participar do velório diretamente como sujeito principal... 

Quando chegou, não sabia se cumprimentava as pessoas, se chorava, se acendia um cigarro, cigarro não! Ele havia parado de fumar, mas pensando bem este era um bom motivo para voltar. Foi ao seu irmão e pediu um cigarro, acendeu, olhou fixamente para a boca de seu pai ali deitado, como um anjo, alguém que com aquela limpa imagem jamais se imaginaria fazer o mal ou magoar instintivamente, mas assim ele ficou por mais de 1 hora olhando... Sem esboçar uma única reação, a tia mais velha, coitada, em prantos deixava um pedaço de sua toalhinha ainda seca imaginando que seu sobrinho morbido a qualquer momento desabaria e cairiam em rios de lágrimas e juntos, gritando e dizendo que não era verdade, e tudo o mais de ruim que se pode sentir e dizer nesse momento...

No passado do presente...

Ronaldo, Carlos e Robson eram trigêmeos e lindinhos como todos dessa espécie deveriam ser... Era uma linda manha e os meninos tinham apenas sete anos, quando de repente um deles acordou com a voz forte de seu pai aos berros com sua mãe, não se entendiam os sentidos das palavras gritadas, todos de completo sono ficaram ao pé da porta olhando e fitando por traz assustados, nunca haviam visto aquela cena, ali bêbado dando na cara de sua mãe, xingando dos mais sórdidos palavrões, todos estavam com muito medo, não sabiam mais o que iria acontecer. Quando de repente ele vai na direção do quarto das crianças, todos correm.


16/07/2012

Presente

Vou te dar um perfume cor de sangue
Com cheiro vermelho 
Frasco sem tampa de desejo
Que combina com seu espelho.


Senteça

Rápidas e intensas sensações
Assim são as drogas 
As paixões 
A poesia.

Eu sou saudade, feito um samba que ainda não está pronto,
mas se canta há muito tempo. Cheio de lembrar.


                           Do artista plástico Marlez... "Ritmo de samba". "Sons e cores "
                                                                                                arteealgomais.org

Usando me, viro moeda.

Compraria suas coxas
roubaria seus seios 
tomaria sua boca
arrancaria seu olhar
lamberia sua nuca
pegaria suas ancas
                                                  e me levaria embora.       
Quando eu morrer a vida ainda será bonita.

Desaviso.

Vem logo,
antes que o caminho se apague, 
antes que o novo nos guarde.



13/07/2012

Batendo no papo rápido!


        -         Falou comigo?
-         Oiê, tudo bem?
-         Você falou comigo senhor?
-         Tem mais alguém por aqui?
-         Estou ocupada,
-         Até para dar um oi
-         Olha eu sou casada
-         Eu só disse oi!
-         Mas sei bem muito o que você quer com esse oi!
-         O que?
-         Tudo!
-         Tudo o que?
-         Oi, depois você vai falar do tempo estar ensolaradao, seguira por mais algum assunto de meu interesse, até perguntar se não podemos nos conhecer melhor e aí, estou eu traindo meu marido, entendeu!
-         Por que?
-         O que?
-         Por que você não respondeu meu oi e foi embora, eu não queria nada, além disso.
-         Sei muito bem
-         Como é seu nome?
-         Eu não disse?
-         Como assim? Você não me disse seu nome!
-         Olha, eu sei muito bem que homem não presta mais você já está me desrespeitando.
-         Se liga dona!

12/07/2012

Deu ruim


Jogar os dias, correr com eles feito bola ou simplesmente deixa-los quietinhos feito neném no sonho, eu nem me imagino mais dormindo mais de 6 horas, parece que mais faz muito mal, tenho verdadeira inveja dos dorminhocos, de vez em quando fico puto por isso, dá uma raiva danada saber que enquanto eu frito acordado ta todo mundo lá dormindo amarradão...

A tensão diária influencia em cada um de modo diferente, na verdade esse papinho ta meio rua sem saída... tudo influencia tudo na vida de cada um de forma diferente e como não me vejo gabaritado para falar de “comportamento”, eu volto no meu mundinho e digo:

Jogar os dias que vem pela frente no ar, essa será talvez minha principal meta agora, muitos estranhos estão próximos e eu nem sei mais onde ir, minha companhia me acalma quase toda noite e me põe pra dormir, assim mesmo, feito quem precisa, sei lá se isso é coisa ou não, monto um mundo de acordo como os instantes e suas perspectivas, isso atola muito na cabeça dos outros, eu sei, mas em mim conforta, e como regra única me conduzo tentando não fazer nada errado, será que faço?



09/07/2012

!1992, eu já não era poeta desde essa época!


Sem poesia minhas palavras não existiriam,

Mesmo eu não sendo poeta!

Mesmo eu não tendo palavras
Mesmo eu não existindo.

Quem não?


Talvez eu seja um missionário, quem sabe um visionário cheio de utopias, ou um engenheiro fazendo funcionar o errado do jeito certo, quem sabe um carteiro correndo dos cães que ladram, um garoto de vida fácil, um ladrão de varais, um camelô cheio de piratarias, ou carregador de peso, até mesmo um carpinteiro que molda armários e portas de madeira, como de costume.
Quem sabe eu viva na roça com minha inchada e meus grãos crescendo pra relá a fome, quem sabe dirijo o meu mundo num prédio nobre no centro comercial da capital, quem sabe eu fui tudo isso ao mesmo tempo, se minha memória fosse boa eu saberia… nunca se sabe…
Talvez eu seja somente um sentimento, uma sensação que precisava ser extraída, a semântica, a cor da palavra, a imagem da sua dedução, quem sabe posso ser o que eu você quiser, quem não?


Fundo de dois dançando
Vinho e som
por pura cor
Sereno sereno.
Névoa que faz e bem e faz mal
Gaivota no peito pula no seu céu
Nos braços a viola
Até cansar,
e descansar em você.

Esclarecimentos quanto ao que me faz.

Eu gosto de ler gostando, 
gozando a poesia, 
como se ela fosse 
uma boa camarada,
dessas que beijam a gente 
gostando de ser beijada.

Eu gosto de ler gostando
gozando assim o poema, 
como se ele fosse 
boca de mulher pura 
simples boa libertada 
boca de mulher que pensa... 
dessas que a gente gosta 
gostando de ser gostada.


Solano Trindade

Pensando em você - Paulinho Moska

Elis Regina - "Upa Neguinho" - Ensaio - MPB Especial

Saudosismo-Caetano e Mutantes

Favela Oposta

... Eram 06:30 da manhã, o sol tímido de inverno ainda parecia estar dormindo descoberto... No ponto de ônibus há 45 minutos, e nada de vir o ônibus para Santos, na verdade minha vontade era de largar tudo e ficar por ali mesmo, não seria uma má idéia afinal, fui muito bem recebido e acredito que isso se traduziria num crédito de pelo menos uns dois dias de dormida e comida junto aquela família, mas meu olhar distante buscava o inesperado, a sensação de medo tinha que ser degustada a todo o momento então finquei meu pé naquela esquina e pensei que só sairia dali no ônibus pra Santos...  Enquanto atravessava o litoral sudeste ficava a imaginar tanto verde e com seria 500 anos antes, 1000 anos antes, antes do início então. Como seria o início das habitações naquela região, será que os guaranis foram os primeiros, ou veio algum aimoré tomar conta antes, será que comiam peixes?... Vejo-me hoje com uma boa camada de gordura acumulada na cintura e penso: Devia ser bem melhor quando somente comíamos para matar a fome, pois assim a vida devia funcionar realmente como0 um relógio de corda, ninguém desperdiça, ao invés de trabalhar viver, ao invés de compromissos sociais, simples convivências harmônicas e desregradas, aonde o respeito vai além da inocência e cai de boca na jaca que desmancha na beira da estrada... Já estou no Guarujá, uma cidade litorânea, pra poucos afinal é um espaço disputadíssimo entre a meia e a alta sociedade, desci ali mesmo, entre uma linda rua com Palmeiras Imperiais que certamente foram postas ali, jamais nasceriam em uma área tão urbana, mas a união das imagens fazia uma bela fotografia, e eu a me deslumbrar com pequenos prédios de três andares, com carros importados passando a todo instante, como pessoas bonitas e roupas que certamente custavam uma fortuna, eis que de repente resolvo entrar na rua oposta, na verdade o nome da rua era mesmo Oposta, achei muito interessante e desbravei-a pela calçada adentro, uns botecos me diziam que ali certamente era a área mais pobre da região, continuei caminhando, quanto mais andava mais rápido eu ia, os transeuntes de plantão me fitavam com um olhar desconfiado, eu estava com uma mochila enorme nas costas e ninguém por ali parecia querer me oferecer uma dormida, o final da tarde se anunciava com um lindo crepúsculo com o mar no horizonte que pude perceber ao olhar pra traz para confirmar se estava sendo seguido ou se era pura viagem... Sem mais sumi na rua que acabava numa favela, uns três rapazes me recepcionaram na primeira viela da “Favela Oposta” com a clássica pergunta: Preto ou branco, quer de quanto? Eu não queria de nada, pois minha grana mal dava pra comer mais uns dois dias, mas percebi que ali não se deixa pergunta sem resposta então comprei um cigarro bem barato e voltei pela Rua Oposta até o mar.


Tempo amigo de quem?


Tempo que antecede o susto,
Calabouço da ansiedade não existe
E transtornado com a taquicardia que domina os instantes seguintes
Bebo um copo de água
Ponho açúcar no café
Pego o cinzeiro
Rumo a pensar


Curumin - Mistério Stereo




Eu fiz um par de brincos
Pra brincar todo dia
Todo dia, todo dia
Com a sua impecável e distinta harmonia
Harmonia, harmonia
Como se fossem duas notas da simples melodia
Melodia, melodia
Um mistério stereo que eu te cantaria
Eu cantaria, cantaria
Pra vibrar em cada canto dominante no seu coração
Rodeando, balançando, enfeitando
Seu ouvido, seu pescoço, seu corpo, sua casa, seus jardins
Contrapondo seu ritmo, seu som
Tornando sua alma dissonante enfim
Se eu pudesse
Ah, se você percebesse
Que eu faço de tudo só pra te encantar
Todo dia, eu cantaria, todo dia
Eu fiz um par de brincos
Pra brincar todo dia
Todo dia, todo dia
Com a sua impecável e distinta harmonia
Harmonia, harmonia
Como se fossem duas notas da simples melodia
Melodia, melodia
Um mistério stereo que eu te cantaria
Eu cantaria, cantaria
Todo dia, essa melodia
No seu ouvido, no seu pescoço, sua casa, na sua vida
Eu cantaria...

Djavan - Faltando um pedaço.

08/07/2012

Mando, mas não muito.



Não sou abismo
Posso até ser difícil
Sismo, implico e fico
Mas não sou abismo.


Não pareço com 
p
r
e
c
i
p
í
c
i
o
Carrego comigo o início
Sou bicho bravo cheio de brio
Mas longe do f
                          u
                            n
                              d
                                 o 
                                    eu fico.


Vivo próximo a borda da vida
E de lá deixo você ir 



    sair escondida
                           Se e s p a l h a , causa & efeito.


E de lá da minha borda
fito a tua saia florida
E de lá de onde ela está
ela ri!


Que a alma é vadia.