O rosto quase tocando
Quase sentir o pelo roçando suave e fino
O cheiro que se quer inspirar
A mão sabe onde se encontra.
O sorriso lhe cai feito seda
O corpo desliza valsa
Harmonia entre o som e o silencio

Dispara o cavalo afoito meus anseios
A rédea é meu sorriso
O corpo ainda desliza e valsa
A mão já não sabe onde encontra.

O auge se ilude e aplica tons que confundem e
O passo e o compasso no corpo do espaço
Pensando que o tempo é infinito
Gira
Gira

Doce ilusão do tempo da valsa

O corpo se acalma
Retoma os sentidos
Cai sobre os olhos,
E mais nada entre o desejo.


André Luz