28/12/2012

Quando for prefeito do mundo, 
vou por o amor nas matérias obrigatórias de todas as escolas! 
Darei certeza aos indecisos, 
Calarei os malditos.
Beijarei Deus de surpresa! 
De toda tristeza farei a lei do poema! 

André Luz

17/12/2012

Árvore passarinha


Não diga que não sei morar no ninho de um coração 
se não me vê árvore nem passarinho.




Tênis X Frescobol

Esse breve texto me veio por Camila Senna, de Rubem Alves, resolvi compartilhar com você.


Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: “Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: “Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?” Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.”
Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme “O império dos sentidos”. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra – é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: “Eu te amo, eu te amo…” Barthes advertia: “Passada a primeira confissão, “eu te amo” não quer dizer mais nada.” É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: “Erótica é a alma.”
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada – palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir… E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos…
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá…
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor… Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…
Rubem Alves



10/12/2012

Allegro non troppo.

Tem um mundo em cada um de nós feliz! 
Repleto de coisas boas, 
Não precisa apelar ou se curvar ao ego pra sorrir, 
Nada é preciso para ser feliz.
Quando o tempo não for mais contado 
Lembre-se em não ter sido demais contido.

Deus é a vontade, a paz que buscamos.



04/12/2012

Partido Alto lá!

Samba de Partido Alto, um dos mais belos modos de fazer samba, quando junta a patota
Piro!
O pescoço fica mole, e a mão esquenta.

Imagem do blog do Hebreu

Calmamente


O desejo dele me dominou e cresceu-se em meu medo
Querer e te-lo, não quero o meu desejo!

Meu amor foi e contorceu o vento da razão,
Tornando tudo que eu não queria mais belo.

E daí ele me teve, e eu fiquei feliz
Usada eu abusei dele e fui feliz.

Até que a brisa venha e não seja breve
Até que o peito dele seja minha sede.

"André Luz"

03/12/2012

Aff!

"Saibam ser maricões!
Meninas que nasceram errado
Mas que não querem se conformar 
Em seguir à lei da natureza".

Eleições 2012!


O campo do Jorge Leite em Quintino era um lugar onde minha infância possui vastas memórias, joguei minhas peladas, cascudinhos e todo tipo de brincadeira que envolvia bola lá, como éramos vizinhos da família Coimbra que era do Zico, era quase impossível não ser Flamenguista, meu pai tentou de tudo para que eu me tornasse Vasco, me fez festa temática, comprou camisa, levou aos jogos, mas sou Flamenguista sim, amo meu time, acho todos os outros lindos, alguns históricos, outros novos, todos tem muitas histórias boas pra contar, charme, beleza, saúde, oportunidade, os Clubes de Futebol estão longe de serem exemplos de evolução de nossa cultura, mas que seja, ao menos servem de mal exemplo.

Hoje tem eleições para Presidente do Flamengo pelos próximos 2 anos, que vença o mais competente a ajudar nosso time a se manter o maior do mundo, ao menos em números de torcedores.


Digo fé.

Não tenho religião, vou a igreja, oro
Dobro meus joelhos e agradeço.

Vou ao terreiro, nasci e cresci com agdavís 
Sangrei a mão no atabaque,
vendo Orixá dar seu ilê
e minha mãe Ossum chora o meu choro
Sentindo eu a abraçar.

Jesus; Bravo guerreiro,
um santo homem que sofreu por ser bom, forte e estrangeiro.
Escolhido pra cruz.

Deus que é a força toda
Sopra ao meu favor,
E o resto é trabalho e suor.
O astronauta, fez tudo em 7 dias,
você ainda não se ligou.

Entoo Mantra, rezo o pai nosso,
Minha religião é a fé do meu coração.
É sorrir aos irmãos.

Cabe tudo em mim Oxalá
Consulto a bíblia,
Penso sobre o que desdis Marx, Nietzsche...
Sonho com cantos, fundamentos em Yorubá.

Isso tudo por que meu Deus sabe dançar...

Mas desde meu pai de anel do dedo,
Salve sempre o meu São Jorge.






Tempo

No fim, todos envelhecemos
E o que nos restou foi viver.

30/11/2012

João Cândido - Chibata é caraleo!


O uso da chibata como castigo na Marinha brasileira já havia sido abolido em um dos primeiros atos do regime republicano, o decreto número 3, de 16 de Novembro de 1889, assinado pelo então presidente marechal Deodoro da Fonseca. Todavia, o castigo cruel continuava de fato a ser aplicado, a critério dos oficiais da Marinha de Guerra do Brasil. Num contingente de 90% de negros e mulatos, centenas de marujos continuavam a ter seus corpos retalhados pela chibata, como no tempo da escravidão. Entre os marinheiros, insatisfeitos com os baixos soldos, com a má alimentação e, principalmente, com os degradantes castigos corporais, crescia o clima de tensão.
Já em 1893, na canhoneira Marajó, um contingente de marinheiros havia se revoltado contra o excesso de castigos físicos, exigindo a troca do comandante que abusava da chibata e outros suplícios. Na época, ainda não queriam o fim da Chibata, mas a troca do comandante do navio, para evitar abusos. Definitivamente, não era normal receber chibatadas. E, para piorar, os oficiais extrapolavam o limite de próprio regimento da Marinha, baseado num decreto que nunca foi publicado no Diário Oficial, que estabelecia a criação de Companhias Correcionais que poderiam indicar a punição de até 25 chibatadas, mesmo após a Abolição da Escravatura.
Ainda na Grã-Bretanha, e depois, ao retornarem ao Brasil, os marinheiros que lá estiveram para acompanhar a construção dos encouraçados Minas Gerais e São Paulo, e do cruzador Bahia, iniciaram um movimento conspiratório com vistas a tomar uma atitude mais efetiva no sentido de acabar com a Chibata na Marinha de Guerra do Brasil.
Texto de Wikipedia: Leia http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_C%C3%A2ndido

28/11/2012

Campos vastos

Era domingo, começava uma nova era para eles, as cores tinham novos tons, a sensibilidade era nova, em relação ao infinito, em relação ao horizonte. 

Um reggae domingo, um jardim longo e colorido, com arbustos antigos e palmeiras novas que pareciam crianças pela grama, eu totalmente bem e me sentindo parte do que é Deus, sorri.


 Refugee camp at Rwandan, Tanzania, 1994. © Sebastião Salgado


A fé vai remover minhas montanhas!

Memória recente.

A foto lembra Ana Julia, uma menina linda que conheço, que voa!



22/11/2012

Vontades dão e passam.


seria tão bom se a sua que ta em mim a mil não deixasse passar
 eu dançaria forro no teto de palha da cabana mais bela
 na praia mais lua
 das estrelas mais abraçadas
 pelos beijos mais gostosos


21/11/2012

Domingo no Morro dos prazeres

Se não fosse essa borda brega que meu irmão Negret resolveu por nessa foto eu diria, imagem perfeita, hoje somos 4 irmão, que a vida deu de mãe beijada, e mão apertada.

Marcelo Negret o mais valente, dono de uma voz maior que ele, sempre querendo ser perfeito com o que vê, e meio incrédulo como o que o ser humano pode lhe dar de valor, acho que é o que quer ser nosso cuidador, um menino cheio de medo e com a maior coragem que já vi num homem, se sentindo maior que o mundo mas bem pequenino.

Jairo é um homem forte, observador e nessa arte ele se diverte e inverte passando a observado e inspirado, com seu jeito mais calmo e tranquilo de agir, talvez seja o mais progressivo, pois sua tração é mais forte.

Eu, André Luz, acho que nunca cresci, sou suspeito pra me descrever, não presto e faço tudo errado.

Marcos é meu irmão, aquele que o eu vejo e admiro, sinto a cada tempo uma sensação diferente com ele, hoje vejo Marcos como um novo representante de um gigante número de ancestrais, que sofreram muito no Brasil diante do mal feito na África, mas no aspecto geral Marcos é humanista, ta chutando  em todas em que o certo é o certo e cai de pau no errado, e nem se meta a tira-lo a razão.
Isso ainda um excelente ator, e digo sem corujices, o menino é bom.

O clube é esse, tem alguns que não couberam na foto, mas a vida ou este blog há de traze-los.
Desde de menino num tambor
Desde pequeno ouvindo e tentando entender o ritmo
Desde muito novo querendo por a mão na ciência do som
Mas gosto da palavra e esse amor é tanto que dói quando ela me mata
Esse sou eu, meu nome, pode ser qualquer hum desde que minha luz esteja nele.

20/11/2012

Propósito e ou Qualé


Talvez eu seja um missionário do meu próprio sentimento, quem sabe um visionário cheio de utopias pra tentar transpor em palavras, dar sentido sem ser notado demais, ou quem sabe sou só um engenheiro fazendo funcionar o errado do jeito certo, quem sabe um carteiro correndo dos cães que ladram, um garoto de vida fácil, ou carregador de peso, até mesmo um carpinteiro que molda armários e portas de madeira, como de costume, quem sabe eu não seja nada, coisa nenhuma, quem sabe eu seja apenas o sentimento que se pode ter por mim.
Quem sabe eu viva na roça com minha inchada e meus grãos crescendo pra fome, quem sabe dirijo o meu mundo num prédio nobre no centro comercial da capital, quem sabe eu fui tudo isso ao mesmo tempo, se minha memória fosse boa… nunca se sabe…
Talvez eu seja somente um sentimento, uma sensação que precisava ser extraída, a semântica, a cor da palavra, a imagem da sua dedução, quem sabe posso ser o que eu você quiser, quem não.



BarbeKill


... Minha mãe nem percebia que por traz do quarto todo rosa que meus pais decoraram com toda ternura, coraçõeszinhos pintados, estava uma Dark Punk Loka de mão cheia, revoltada com o sistema, fã de carteirinha de Sex Pistols e Dead Kennedys, meu nome é BarbeKill, meus pais diziam que eu me chamava Barbara, mas eu mudei logo isso desde o início... 
Minha vida funcionava num grande esquema...
Meus amigos me aguardavam na esquina, o sinal era meu pai apagar as luzes e assim 27 minutos depois, eu podia sair sem ser vista nem censurada, era a verdadeira sensação de liberdade, era a lua da madrugada nas ruas abandonadas, meu olhar brilhava, acredito que muitos que experimentaram essa sensação não puderam agir mais com indiferença depois das 21:00h depois da primeira vez...

Sempre quis tudo, absolutamente tudo a minha maneira, as vezes bizarra demais, até por exemplo a virgindade que eu detestava ter, se foi numa masturbação com o controle da TV assistindo Odeio Cris que eu amava, pensei que seria melhor me dar aos meus próprios sentidos, sentir a força do meu próprio pulso e impulso do que deixar com um piru qualquer, um simples garoto bobo, pra mim  homem é feito de carne crua e só, não gosto do que os homens são, no fundo todos os caras só queriam mesmo um "gozador" lubrificado, e uma vagina nova e fresca para jorrar, eu não queria dar minha primeira transa pra qualquer moleque e de fato isso de me dar foi ótimo, pois, depois pude realmente perceber sem traumas, como é bom se dar a quem se quer, sem medo de ser sacaneada ou qualquer coisa do gênero na puberdade. 

Eu sempre fui muito com a cara das pessoas, a franqueza que não é muito peculiar em minha personalidade, apesar de gostar da verdade nunca soube usala corretamente e paguei caro por isso, às vezes ficava em maus lençóis...

Certa vez ao ser presa no ano passado por furto a uma senhora de uns 40 anos que saía de uma loja de conveniência, o filha da puta do policial perguntou: 

- Uma menina tão nova e sem vergonha na cara, tu é viciada?
- Eu respondi que sim só para ver a cara dele de pastel, não foi uma boa idéia, tomei um cacetada nas pernas que doeu por meses e depois me levaram para um centro de reabilitação, a ironia era que eu nem mesmo fumava cigarro, bebida é água, não gosto de nada, acho que sou a única ser do planeta que não gosta de Coca-cola, nem de sucos coloridos, nem de refrescos dietéticos, água é um barato, é barata, mas não adiantou explicar depois que só queria dinheiro pra pagar uma aposta de subir o Pão de Açúcar, eu não era marginal que não poderia deixar de viver na sociedade, eu merecia uma coça da minha mãe e um castigo sei lá.

Hoje me encontro aqui, internada na Clinica de Todos os Santos no interior do RJ, perto do fim do mundo, o faxineiro disse que estamos próximos a Porciúncla, uma vez soube por minha avó que uns primos moravam pra essas bandas, mas como eu era do subúrbio do Rio em Engenho Novo, não conhecia nada aqui, tinha um morro e o sol caía lá todo dia, eu dizia que lá acabava o mundo, pois a noite aqui não é legal, tem horas que não me importo, mas é meio vergonhoso se ver aqui, mas ao mesmo tempo me engrandece muito perceber que não sou louca, ou será que sou? Será que fiquei?

Nem mesmo meus pais quiseram me visitar, minha mãe veio com meu irmão uma única vez, ele me olhava com cara de raiva e ela chorava e passava a mãe em meuy cabelo, depois que chorou levantou e foi embora, disseram a assistente social Iracema que virou minha mãe, em quem compra minhas coisinhas simples, uma saia, um batom, que a educação que recebi não cabia tal comportamento pediu aos berros que me dessem o melhor ou pior dos corretivos para que eu saísse daquele local realmente sabendo diferenciar o que é certo e o que não é na vida, deram carta branca pra me castigar, descobriram minhas saídas na madrugada, caiu tudo de uma vez e eu estava num hospício dopada.

Pois bem, estou aqui a alguns dias, algumas semanas, alguns meses eu perdi a algum tempo a noção do tempo, era dia e noite e domingo que só ficavam os plantonistas.

Pela manhã ganho um copo de café com leite sem açúcar duas bolachas murchas , prefiro pensar que estão macias, e uma injeção de cor avermelhada que queima a pele da minha bunda, fica como se eu tomasse um beliscão forte, a enfermeira que parece um carrasco, ela não ri, não se comunica, parece medieval, só diz:

- O remédio é para me fazer melhorar Barbe
(todos me chamavam de Barbekill até aqui).

- Eu dia a ela: Melhorar o que? Não tenho nada de errado, meu único erro foi mentir quando o guarda que me perguntou se eu era viciada, minha vida ficou toda revirada, perdi minha casa, perdi meu olhar, mas mesmo assim eu tomo teu remédio, se estou no hospício é melhor eu me endoidar.

Lá pelas 09:00 já estou nas nuvens, tudo fica meio desfocado, outro dia um menino bateu com minha cabeça na parede e eu não conseguia para de rir.
Acho que estou apaixonada pelo faxineiro, acredito que os médicos pensaram que eu estava piorando, me puseram numa ala avançada, isso mesmo área afastada de todos os outros malucos nível médio, era engraçado, pois eu tinha um pinico e não conseguia pega-lo a tempo da vontade, a roupa era trocada quase todo dia, infelizmente as injeções se repetiram agora em 2 turnos e não eram mais vermelhas, eram brancas, o que fazia minhas noites serem um pouco desconfortáveis, não conseguia pedir ao enfermeiro que comunicasse meus pais sobre o que estava acontecendo, pensei quanto tempo deve demorar em eu sair daqui?
Quanto merece sofrer uma pessoa, se mijar é um castigo eu pensava ou será que é uma terapia, tinha menos de 15 anos e já era maluca, minha tia ficou doida com 32, será que tenho defeito, será que esses remédios vão me curar, o que é me curar? Como saberei se estou normal, tenho a sensação de ter perdido o eixo e isso às vezes me deixa angustiada, pois quero ser alguém importante quando amadurecer e deixarem sair daqui, meu Pai é reformado da Marinha e sempre falava que queria a filha dele vestida numa farda branca, será que um dia vestirei a farda? E se eu me mijar na farda, será que também vão me dar injeções brancas ou vermelhas?

Perdi a noção do tempo e minha cabeça agora só responde e esclarece as perguntas que eu mesmo faço e ninguém me diz o que é certo, ou o que é errado, o mundo parece que acabou, o doutor só me diz que estou em tratamento e não posso cuspir quando falo, que devo pegar meu pinico quando quiser fazer minhas necessidades, mas isso eu sei, ele não percebe que eu sei, mas não estou conseguindo, eu explico a eles que o remédio me confunde e eu me perco e eles dizem que é normal, que logo-logo eu vou pra casa e voltar a estudar, mas não me olha nos olhos, fica o tempo todo olhando e escrevendo, só me olha quando examina, sou só um corpo.


Um dia a mulher que nem cheguei a roubar bateu no hospital foi a minha  Ala visitar-me, ela estava vestida de branco como todos e começou a me contar como era a vida de verdade...



06/11/2012

Origem existe?



O Carnaval teve origem nas festas em que os gregos e os romanos comemoravam suas colheitas (saturnais a 17 de dezembro e lupercais a 15 de fevereiro). Muitos séculos depois, a celebração acabou tornando-se uma brincadeira típica das cidades. 


No Brasil, o Carnaval foi introduzido pelos portugueses. Seu nome era entrudo palavra que vem do latim introitus e que designa as solenidades litúrgicas da Quaresma. 

O Carnaval daqui foi, até a metade do século XIX, uma festa de muita sujeira e molhação. Os escravos a festejavam sujando-se uns aos outros com polvilho e farinha de trigo, ou espirrando água pelas ruas com o auxílio de uma enorme bisnaga de lata. 

As famílias brancas, refugiadas em suas casas, brincavam o Carnaval fazendo guerras de laranjinhas, pequenas bolas de cera que se quebravam espalhando água perfumada, ou então, jogando de suas janelas um líquido não tão cheiroso na cabeça dos passantes. 

Por isso as pessoas evitavam sair às ruas durante os dias do entrudo. Isso fez com que os bailes de máscara, realizados apenas para a elite durante o Primeiro Império, e, a partir da década de 1840, para a classe média, fizessem muito sucesso. 

Nesses bailes, que eram pagos e feitos em teatros e hotéis do Rio de Janeiro, não se dançava o samba, mas sim o schottische, as mazurcas, as polcas, as valsas e o maxixe, que era o único ritmo genuinamente nacional. Somente em 1869, quando o ator Correia Vasques adaptou a música de uma peça francesa e deu para essa adaptação o nome de Zé Pereira "mesma música que é cantada até os dias de hoje", apareceu a primeira música de Carnaval. Até então, todas as músicas eram instrumentais ou em outro idioma. 

O carnaval da rua, entretanto, quase não existia. Tudo à custa da violência que tinha o entrudo [há no Recife, atualmente, uma brincadeira sobrevivente do entrudo que se chama mela-mela]. 

Alguns jornalistas da época começaram a estimular a criação de carnavais que imitassem os de Roma e de Veneza, onde as pessoas saiam às ruas fantasiadas para tomar parte no corso ou para realizarem batalhas de flores ou de confete. 

Um dos jornalistas que defendia ardorosamente esta forma de Carnaval era José de Alencar, o qual escreveu na sua coluna do "Jornal Mercantil" do Rio de Janeiro, às vésperas do Carnaval de 1855, a seguinte frase: "Confesso que esta idéia me sorri. Uma espécie de baile mascarado, às últimas horas do dia, à fresca da tarde, num belo e vasto terraço, com todo o desafogo, deve ser encantador". Foi assim, após uma campanha dos jornalistas contra o violento entrudo e a favor do elegante Carnaval veneziano, que os desfiles de rua começaram a acontecer. 

A partir daí o Carnaval pode ser dividido em dois tipos distintos de manifestação: um, feito pelas classes mais ricas nos bailes de salão, nas batalhas de flores, nos corsos e desfiles de carros alegóricos; outro, feito pelas classes mais pobres nos maracatus, cordões, blocos, ranchos, frevos, troças, afoxés e, finalmente, nas escolas de samba. 

Assim, caótico desde seu princípio, o Carnaval brasileiro é também marcado pela divisão das classes sociais. 

Atualmente, tanto nos desfiles das escolas de samba do Rio e de São Paulo como nos festejos do nordeste, esta divisão ficou um pouco mais sutil, o que tornou o carnaval mais democrático, mas ainda há lugares em que ela persiste. Na Bahia, por exemplo, só pode desfilar em alguns dos blocos quem tem dinheiro para pagar pelo abadá, ou nas escolas de samba do Rio que passam por um processo de embranquecimento e de comercialização, há, vez por outra, lugares onde apenas aqueles que tem dinheiro podem brincar ¿os camarotes dos sambódromos do Rio e São Paulo são uma demonstração clara dessa divisão. 

Renato Roschel 
(Banco de dados da Folha de SP) 


Bum!

Existem momentos em que agente fica com alma de criança, 

querendo andar pulando e rindo pra todo mundo, neste dia... 

Que toda energia positiva que existe dentro de você

se abra 
e exploda em alegria. 


Tudo que o mestre mandar


- Óra, óra André, você não vem aqui com propósitos... 


Sem perceber acabei definindo vários propósitos, na verdade o meu intuito não é outro além de poder por uma palavra depois da outra, 
dar sentido moderado e ainda usar imagens para auxiliar na "viagem" de cada um,

não falar muito de mim e ao mesmo tempo ir me contando... 
pois bem... 



Então agora mesmo eu venho é pra dar um grito de alerta ao mesmo, acordar pro meu espírito infantil, aquele que não põe medo ou sente vergonha, a essência minha que não se cansa nem quando o corpo não responde mais, o que jogava a bola de forma feia e corria no antigo campo do Jorge Leite no Bairro de Quintino e junto com meus colegas gritávamos Goooooooooooooool!!!!! 



De Tudo Hum Pouco!

05/11/2012

Fogo único


Enquanto ela irrita,
Ele estupido cheiroso.
Depois que ela é nociva,
A briga ferida é florida.

Se espalha feito vacina,
Ferve e escorre,
Dos olhos sangue nas veias.
Pra essa raiva estranha,
Cheia de manha, cheia de manha.

E faz dois...
Duas bombas
Fogo único.


03/11/2012

Descortinando miragens


Essa janela aberta não tem você vindo na paisagem, 
meu sonho, 
linda miragem.

Vou fazer dessa janela uma nova porta 
e passar pra não fazer mais de mim 
somente o seu esperar.


26/10/2012

Vasto Vazo


Quando disse que vinha,
De repente surtou meu sorriso
E quando não veio
Levou o bufão que me beijava.

Deixou um vaso cheio de dor;
Um corpo vendo estrelas;
O  violão, a cachaça do seu pai
E a vontade de vontade à vontade. 

Vou procurar meu sorriso
Dentro desse vazo
Acho,
Jogou lá para não guardar.

24/10/2012

23/10/2012

Feliz se dá de...


Sensível e delicada, 
absolutamente efêmera. 
Alegria só se mostra depois que vai embora.

14/10/2012

Com o domínio das emoções



Saudade
Palavra que quase me adormece
Sentimento que quase merece ser sentido
Estúpido cupido

Puta da memória
Lá de longe vem pra me lembrar,
A lembrança atravessava aquela rua,
A lembrança tinha algo a me falar.

O início e os tombos,
Os cortes das sortes,
ô sorte...

Nem me ouvi direito,
Abraçado em canções viajo em minhas lembranças.

Elas são belas,
Audaciosas,
Elas todas em erva de cheiro
Pitorescas lembranças dela se demoram e enamoram
Tudo que eu lembro em fontes
Vividas para que sempre chegue exata e imprevisível
Hora certa dizei-me

Não me lembro de mais de outra dor...

... Sai daqui saudade,
é preciso ir,
sai daqui saudade,
que preciso ir,
sai daqui saudade,
eu preciso,
sair daqui, eu preciso da saudade

Eu sei, ainda me lembro bem, eu sei.

07/10/2012

Dor, 
Deveriam inventar um remédio infalível 
Que acabasse com toda forma de dor 
Que reconstituíssem meus nervos abalados 
Que diminuísse só um pouquinho minha dor nas costas 
Só um pouquinho... 

04/10/2012

GRuuuoo


Onde olha a coruja,
Coruja dorme.
No galho o pescoço girado,
Misteriosa, sinistra e calada
Fica
Forte e penetrante
Olha
Voa quando anoitece
Abre as asas quando enlouquece
Como é viva come.
 

Talhando um ideal de amor
Construindo injustas prisões
Grandes olhos feito grossas grades

Perdendo tempo aprimorando
Lapidando o gosto
Quando devia gozar
Um com o outro

E construímos uma delicada harmonia
Nesse efêmero e descolado contemporâneo
Onde negamos mais que permitimos
Onde todo tem virtuais direitos

A rede social fóde com o amor de todo mundo
Assombra a estabilidade dos amantes
Que inconstantes paixões assoviam
Na casca grossa que vira a vida.


Não podemos esmorecer
Sem amor próprio perdemos o brilho da vida
E sem reluzir é pouco o que pintar por aí.

Pegue uma carona no tempo que sempre tem vaga. 
Afinal, pouco que nos resta além da saudade.


03/10/2012

Rua nela!


Lasciva
Mais sangue que carne viva
Olho da vontade descabida
Rasgo do vestido vai até o canto da boca
Louca assumida, arrasa quando passa, cheiro de atrevida
Na pele registros, marcas, roxos, casca polida exibida
insegura se assegura dominante do vento levante
Amarga e formosa menina.

02/10/2012

Dobre o coro antes deu chegar!


Minha língua é de crioulo
Minha mão é de negão,
Minha bunda bonita só preta charmosa feito minha mãe tem.
Meu corpo é africano,
Meu pau também é tiziu!
Minha musica ah, minha canção exala o cabelo duro que jonga!
Sou a cor que você for capaz de me enxergar,

Meus ancestrais vieram abençoados por oxalá!




Batia o maço de cigarro no dedo
Um só o caía
Uma musica o ouvia,
Na aba do rosto que não se via.



01/10/2012


Enquanto o vinho baila na minha boca
Porra boca loca um pouco a mercê.
Eu nem sei mais de mim além de você.