27/07/2011

Quando percebi, sonhava...

Naquele quintal eu corria feito o vento, mirava pé de cajá de longe, jurava que daquela vez eu ia correr, correr e correr, e conseguir subir de uma única vez, até o topo do pé, meus olhos de repente sentiam o ar do não chegando, mas mesmo assim eu corria feito cavalo no campo, em ribeira abaixo enviesando pelo vale, verde, clarinho clarinho, feito cheiro do mato molhado que lambe o pé, quando o cajá terminava o gosto, vinha o caroço, solto de pontas, mordia feito cio, sei lá, desafio da vida, mais tarde chegou eu como homem, aí tudo só se for falando do tempo, do que passou, nem lembro se subi e consegui, lembro que corri...




Hum pouco


Adoro ser verdadeiro

E como se fosse meu ar,

Mas sou volúvel hum pouco,

Pois busco a todo preço bem estar.




nem.

Feito dela

Misturo letras

Feitio dela

Tê-la antes que desbota

Antes que apague

Sem nota nem nota, nem nada.

23/07/2011

Boa onda...

A sincronia que existe nas canções da Amy com sua vida era harmônica, via-se de forma literal, cômica e critica ela exibir sua apoteótica decadência, que pena.

Sua capacidade de auto destruição foi maior que seu talento.


Fica a musica triste, alegre, cinza em todos os tons, desejo que ela descanse em paz.

20/07/2011


Arrumei a rede na sala ontem, hoje deitei e vim.

Soube de tanta coisa, como o Encontos de Cézar Ray Oliveira ter fechado a edição sem nenhum conto meu.
O dia hoje ser do amigo, primeiro me irritei com esse marco, mas lembrei de Marcos Serra, de Cézar, de Fernanda Morais, de Julio Metralha que me apareceu hoje cheio de imagens alegres, de Marcelo Borghi, do novíssimo amigo Moacyr Filgueira e veio também à nostalgia forte feito o dia dos amigos mortos, dos distantes, dos que me sacanearam, dos que sacaneei, as amizades que amamos cheias de paixão...

.... E por fim, todos os poucos que tenho achado abrigo no meu próprio coração, enfim...

Obrigado amigos, sem vocês eu nada seria!

18/07/2011

O que meu eu assistia, dizia:

O que inspira a minha propensa poesia?

- Poesia se inspira no que normalmente não deveria, a brecha ao lado ralo, a falta de dentes da velha, ou o quadril da ninfa, o olhar da mãe, o rio sujo, a morte, o coração confuso das opiniões e conceitos, a poesia se inspira no tabu, no cheiro ruim do ralo, no perfume do tabaco, na droga pesada, mas a poesia também se inspira na flor, na pétala da rosa, no cheiro doce da mulher, nas unhas que se arranham, no lençol, no sexo, se inspira em tudo o que não se espera, mas que se reconheça.

- O amor eh uma raio de sentimento confuso, que se infiltra das ideias e nos outros pensares e nos faz, sem saber por quanto tempo, querer estar com quem ama mais que tudo, quase sempre junto.